window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'G-EZJ58SP047'); window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'G-EZJ58SP047');

Na íntegra

Mensagem do Papa pelo 70º Aniversário da Deportação dos Judeus de Roma

Discurso do Papa à delegação da Comunidade Judaica de Roma
MENSAGEM
Mensagem do Papa pelo 70º Aniversário da Deportação dos Judeus de Roma
(16 de outubro de 1943 – 16 de outubro de 2013)
Sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal e Rodrigo Luiz

Ilustre Rabino Chefe,
Estimados membros da Comunidade Judaica de Roma,

Desejo unir-me, com a proximidade espiritual e a oração, à comemoração do 70º aniversário da deportação dos judeus de Roma. Enquanto retornamos com a memória àquelas trágicas horas de outubro de 1943, é nosso dever ter presente diante dos nossos olhos o destino daqueles deportados, perceber o seu medo, a sua dor, o seu desespero, para não esquecê-los, para mantê-los vivos, na nossa recordação e na nossa oração, junto às suas famílias, aos seus parentes e amigos, que choraram pela sua perda e ficaram horrorizados com a barbárie à qual pode chegar o ser humano.

Fazer memória de um evento, porém, não significa simplesmente ter uma recordação; significa também e, sobretudo, esforçar-nos para compreender qual é a mensagem que isso representa para o nosso hoje, de forma que a memória do passado possa ensinar ao presente e tornar luz que ilumina o caminho do futuro. O Beato João Paulo II escrevia que a memória é chamada a realizar um papel necessário “no processo de construção de um futuro em que a indizível iniqüidade da Shoah [Holocausto] não seja jamais possível” (Carta Introdutória ao documento: Comissão para as Relações Religiosas com o Hebraísmo, nós recordamos. Uma reflexão sobre a Shoah, em 16 de março de 1998) e Bento XVI no Campo de Concentração de Auschwitz afirmava que “o passado não é nunca somente passado. Ele diz respeito a nós e nos indica os caminhos a não serem tomados e aqueles a serem tomados” (Discurso, 28 de maio de 2006).

A atual comemoração poderia ser definida, portanto, como uma memória futura, um apelo às novas gerações a não conformarem a própria existência, a não se deixarem levar por ideologias, a não justificarem jamais o mal que encontramos, a não abaixarem as guardas contra o anti-semitismo e contra o racismo, qualquer que seja sua proveniência. Faço votos que de iniciativas como esta possam interligarem-se e alimentarem-se redes de amizade e fraternidade entre Hebreus e Católicos nesta nossa amada cidade de Roma.

Diz o Senhor pela boca do profeta Jeremias: “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós, projetos de paz e não de sofrimento, para dar-vos um futuro cheio de esperança” (Jer 29, 11). A lembrança das tragédias do passado torne-se para todos um compromisso a aderir com todas as nossas forças ao futuro que Deus quer preparar e construir para nós e conosco.

Shalom!
FRANCESCO

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo