Uma representação dos mais de cinco mil voluntários que atuaram no Jubileu 2025 fez a última peregrinação à Porta Santa da Basílica de São Pedro antes que fosse fechada pelo Papa
Da Redação, com Vatican News

Reprodução Vatican News
Reconhecidos pelas já conhecidas camisas verde-esperança, os voluntários do Jubileu 2025 puderam acompanhar fardos e expectativas dos peregrinos que, neste Ano Santo, atravessaram a Porta Santa da Basílica do Vaticano. Ao todo, cinco mil voluntários de origens variadas foram chamados no início da noite desta segunda-feira, 5, para compartilhar a última peregrinação, juntamente com alguns membros do Dicastério para a Evangelização, entre os quais o arcebispo pro-prefeito, Dom Rino Fisichella.
A peregrinação partiu canonicamente da Piazza Pia. Alguns pingos de chuva acompanharam o caminho — guiado pelo próprio arcebispo, que é o primeiro a erguer a cruz de madeira do Jubileu — fazendo com que, de vez em quando, alguns guarda-chuvas se abrissem para proteger não só a si mesmos, mas também aos seus vizinhos. É o espírito de solidariedade que une os voluntários, com a satisfação por um serviço realizado “em um clima de segurança e fraternidade”, como afirmou dom Fisichella na coletiva de imprensa de balanço do Ano Santo realizada ontem.
Silêncio contemplativo
Ao longo do percurso, orações e o hino do Ano Santo, mas também a recordação de experiências, anedotas e acontecimentos dignos de nota. Uma vez chegados à Porta Santa, porém, as palavras deram lugar a um silêncio contemplativo, voltado para a imponente Porta que o Papa Leão XIV fechou na manhã desta terça-feira, 6. A reabertura está prevista para 2033, por ocasião do Jubileu da Redenção. Os voluntários a observaram inúmeras vezes, regulando o fluxo de peregrinos, sempre como coadjuvantes. Desta vez, porém, tornam-se protagonistas.
A procissão continuou ao longo da nave da Basílica, para depois terminar no seu centro. Ali, Dom Fisichella fez recitar as orações necessárias para a indulgência, de acordo com as intenções do Papa, e o Credo. “Foi uma bela aventura”, explicou aos voluntários reunidos, “mas a esperança não decepciona só porque um caminho chega ao fim”, acrescentou. Ele encorajou cada um a se tornar uma “pedra viva” da Igreja.




