Festa da Epifania

Papa fecha Porta Santa da Basílica de São Pedro e conclui o Jubileu 2025

Na Festa da Epifania, Papa Leão XIV presidiu o rito de fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro e frisou: “este é o início da esperança”

Da Redação

Papa vestido com paramentos litúrgicos brancos fecha a Porta Santa da Basílica de São Pedro durante celebração solene

Papa realiza rito de fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro /Foto: Catholic Press Photo / Hans Lucas via Reuters

Em um rito de profundo significado litúrgico, o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro marcou, nesta terça-feira, 6, a conclusão do Jubileu da Esperança. Presidida pelo Papa Leão XIV e realizada antes da Santa Missa da Festa da Epifania, a celebração encerrou um Ano Santo que mobilizou o coração da Igreja. Aberta pelo Papa Francisco em 24 de dezembro de 2024, a Porta Santa acolheu mais de 33 milhões de fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo.

“Celebramos hoje a Epifania do Senhor, conscientes de que, na sua presença, nada permanece como antes. Este é o início da esperança”, destacou o Pontífice na Santa Missa que se seguiu ao rito de fechamento.

Basílicas Papais

A primeira Porta Santa das basílicas papais a ser fechada foi a de Santa Maria Maior, no dia 25 de dezembro. Na ocasião, o Cardeal arcipreste Rolandas Makrickas afirmou que, ao fechar a Porta Santa, a Igreja reafirma a certeza de que “o coração do Ressuscitado, fonte inesgotável de vida nova, permanece sempre aberto para aqueles que nele esperam”.

Na Basílica Papal de São João de Latrão, o fechamento ocorreu em 27 de dezembro. Após o rito, o vigário-geral do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Baldassare Reina, convidou os fiéis a entoarem um hino de ação de graças a Deus pelos numerosos sinais de amor. “Guardamos em nossos corações a certeza e a esperança de que o seu abraço de misericórdia e paz permanece aberto a todos os povos”, frisou.

Já no dia 28 de dezembro, foi a vez da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros ter a sua Porta Santa fechada. Na homilia, o arcipreste da basílica, Cardeal James Michael Harvey, afirmou que a esperança cristã não se esquiva das guerras, crises, injustiças e da desorientação do mundo atual. Segundo ele, a abertura e o fechamento da Porta Santa expressam dois movimentos complementares: não fugir da realidade ferida nem permanecer prisioneiro da resignação, mas conservar viva a memória de uma misericórdia que permanece e de uma salvação já oferecida, capaz de gerar vida e esperança na história.

Prisão de Rebibbia

A Porta Santa da prisão de Rebibbia foi a primeira a ser fechada, em um rito celebrado no dia 21 de dezembro pelo Cardeal Baldassare Reina. Assim como a da Basílica de São Pedro, a Porta Santa do local havia sido aberta pelo Papa Francisco.

Na Santa Missa celebrada após o rito de abertura, o Pontífice destacou que, mais do que o gesto simbólico de escancarar as portas, o essencial é o seu significado: a abertura do coração, que se concretiza por meio da fraternidade. “Corações fechados, duros, não ajudam a viver. Por isso, a graça de um Jubileu é escancarar, abrir e, acima de tudo, abrir os corações para a esperança. A esperança não decepciona, nunca”, afirmou Francisco.

Na Bula de Proclamação do Jubileu, o predecessor de Leão XIV explicou que a abertura da Porta Santa em um presídio teve como objetivo oferecer aos detentos um sinal concreto de proximidade, convidando-os a olhar para o futuro com esperança e renovado compromisso de vida.

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