Ano Santo da Esperança

Jubileu 2025 reuniu mais de 33 milhões de peregrinos em Roma

Dicastério para a Evangelização apresentou hoje um balanço do Jubileu 2025, que reuniu peregrinos de 185 países e termina amanhã

Da Redação, com Vatican News

Peregrinos seguram a cruz jubilar e passam pela porta santa da basílica de são pedro

Com a cruz jubilar, peregrinos passam pela Porta Santa da Basílica de São Pedro / Foto: Joyce Mesquita

Mais de 33 milhões de peregrinos passaram por Roma no Ano Santo de 2025. O balanço oficial foi divulgado nesta segunda-feira, 5, em coletiva na sala de imprensa da Santa Sé na véspera do encerramento oficial do Jubileu, que se dará nesta terça-feira, 6, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro.

“A dimensão espiritual que está na base do Jubileu permitiu constatar um povo em caminho, com grande desejo de oração e de conversão”, afirmou o pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e responsável pela organização do jubileu, Dom Rino Fisichella. Ele estava presente na entrevista coletiva que também reuniu as autoridades civis que colaboraram para a realização do evento e de todas as infraestruturas necessárias.

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No total, foram 33.475.369 peregrinos, provenientes de 185 países, superando, de forma ampla, as projeções — elaboradas pela Universidade Roma Tre — que previam “apenas” 31 milhões de fiéis na Cidade Eterna neste ano especial de graça para a Igreja. O mundo inteiro foi a Roma, mas sobretudo a Europa: 62% dos peregrinos foram provenientes do velho continente, com a Itália em primeiro lugar em número de presenças e o Brasil em quarto lugar.

Quanto aos voluntários, estes somaram sete mil no total: cinco mil em serviço durante todo o Ano e dois mil, da Ordem de Malta, prestaram serviço de primeiros socorros nas quatro basílicas papais.

Um Jubileu de espiritualidade e de futuro

Nem os números dos peregrinos, nem os dos chamados “grandes eventos” (nada menos que 35) dão conta plenamente de um acontecimento que pretendia, sobretudo, entrar na vida das pessoas e renová-la em profundidade. A vida espiritual dos peregrinos floresceu novamente enquanto enchiam os principais destinos de peregrinação e os santuários de Roma. “As Basílicas Papais e outros centros de oração — acrescentou — como, por exemplo, a Escada Santa, registraram presenças jamais vistas anteriormente. As confissões aumentaram e a celebração jubilar do perdão pleno, a indulgência, chegou a todos”.

Neste ano, agora concluído, foi oferecida esperança às pessoas e ao mundo. “O Jubileu se encerra — disse ainda o pró-prefeito — mas permanecem os muitos sinais de esperança que foram oferecidos, e amplia-se o horizonte para sustentar um futuro carregado de paz e serenidade, como todos desejam. Em uma palavra, este Ano Santo alcançou o objetivo expresso na bula de convocação do Jubileu Spes non confundit: ser, para todos, ocasião de reavivar a esperança”.

Diálogo e colaboração: o “método Jubileu”

O subsecretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros italiano, Alfredo Mantovano, explicou em que consistiu o “método Jubileu”. “Uma administração estatal que deve coordenar, e não dirigir, outras administrações. Reuniões de coordenação que resolvem problemas e não os criam. Cada um dos sujeitos envolvidos evita se apropriar de resultados que são fruto do trabalho de todos. Tudo isso permitiu uma mudança de ritmo”. Uma máquina administrativa que se colocou a serviço da espiritualidade. “As instituições não devem responder às questões cruciais — como aquelas que todos nos colocamos diante da tragédia de Crans-Montana, na Suíça — mas colocar as pessoas em condições de poder vivê-las, como fizeram os peregrinos”.

A próxima ocasião será oferecida, já neste ano, pelo oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. “A vida de São Francisco é justamente a resposta mais completa às perguntas profundas e dilacerantes dos acontecimentos deste início de ano. Também por isso vale a pena continuar trabalhando”.

A acolhida da Cidade Eterna

O prefeito de Roma e comissário extraordinário do Governo para o Jubileu, Roberto Gualtieri, viu sua cidade acolher com paciência os muitos fiéis que chegaram à capital para obter a indulgência, em uma relação de benefício recíproco. “Os peregrinos não retiraram nada da capacidade de Roma de acolher turistas e de oferecer serviços aos seus cidadãos. Pelo contrário, o Jubileu foi um motor impulsionador”, afirmou o prefeito.

“A alegria, a fé e a esperança dos peregrinos tocaram o coração dos romanos, que, por sua vez, tiveram uma atitude acolhedora para com eles, mesmo quando seus números eram extraordinários. Tor Vergata, por exemplo, é um evento que permanecerá na história da nossa Cidade e da Igreja”, concluiu Gualtieri.

A contribuição dos profissionais de saúde e das forças de segurança

“O Método Jubileu levou o grupo de coordenação a trabalhar com serenidade, e não com competição, uma serenidade que se transmitiu a todos os operadores. O serviço de emergência 118 realizou 580 mil atendimentos, 40 mil a mais do que no ano anterior. Os atendimentos nos prontos-socorros foram 1.600.000, 100 mil a mais em relação a 2024”, explicou o presidente da Região do Lácio, Francesco Rocca.

Por fim, o prefeito de Roma, Lamberto Giannini, descreveu o princípio que orientou a atuação das forças de segurança na capital. “Precisávamos de segurança e serenidade, por isso buscamos transmitir segurança não militarizando, mas fazendo prevenção. O Jubileu dos Jovens me marcou profundamente, com os confessionários montados no Circo Máximo. Foi algo único, que permanecerá na memória de todos”.

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