Peregrinação passou por Guaratinguetá e chega à Comunidade Canção Nova
No fim de semana, os devotos de São Francisco de Assis tiveram mais uma oportunidade de venerar a relíquia do fundador da ordem franciscana. No sábado, Dom Leonardo Steiner, cardeal e arcebispo de Manaus, presidiu a celebração.
Reportagem de Isaque Valle e Ederaldo Paulini
Um pequeno fragmento ósseo de um homem que optou por viver a grandeza da santidade na humildade e obediência. Relíquia de primeiro grau de São Francisco de Assis, no Santuário de São Frei Galvão. Na Santa Missa celebrada pelo franciscano Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, o símbolo de devoção se fez presente. “Ajuda a Igreja de novo a pensar na santidade. Ajuda a Igreja de novo a tentar visibilizar a força, o vigor que o Evangelho tem”, contou o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner.
“O Francisco que se faz presente na fraternidade, no desejo por um mundo mais pacífico, um Francisco que acolhe todas as criaturas como irmãs. Então é preciso atualizar este carisma franciscano”, falou o reitor do Santuário de São Frei Galvão, frei Diego Atalino de Melo.
A presença da relíquia convida os fiéis a experimentarem a proximidade de São Francisco de Assis, um santo que, oito séculos após sua morte, continua dando testemunho de como amar, se entregar e confiar em Deus.
Nas mãos que tocam o relicário, a possibilidade de renovar a espiritualidade e demonstrar o afeto que impulsiona a devoção. “Eu tenho muita fé em São Francisco. Eu creio que ele é um santo que nos ensinou amar. Viveu muito próximo da realidade que Jesus nos ensinou. E é isso que me trouxe aqui”, falou o peregrino de Rio do Sul(SC), Aldacir Ferreira.
O modelo do pobre de Assis é inspiração para a juventude. João Pedro tem apenas 14 anos e busca em seu exemplo uma trilha que o guia até Cristo. “Estar perto de um de um santo, da relíquia de um santo, no qual esteve intimidade com o próprio Deus, no qual teve essas visões místicas, onde fundou uma ordem. É muito bom, porque você ali sente a graça do céu tocando a sua alma”, comentou o peregrino de Aparecida, João Pedro Fernandes.
Em um fragmento tão singelo, São Francisco renova a mensagem de que na humildade e no despojamento, o amor de Deus se faz grandioso, perdoando o que se é perdoado.




