Acampamento de Cura e Libertação

Pagar o mal com o bem, a vitória vem do bem, frisa Roberto Tannus

Além de Tannus, padre Duarte Lara conduziu pregação nesta manhã no acampamento na Canção Nova, com perguntas e respostas sobre cura e libertação 

Jéssica Marçal
Da Redação  

Roberto Tannus durante pregação na manhã deste domingo, 18, na Canção Nova / Foto: Isabele Domingues

“Não te deixes seduzir pelo mal” foi o tema da pregação de Roberto Tannus neste domingo, 18, no Acampamento de Cura e Libertação. O evento é realizado na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). 

A pregação de Tannus foi aberta com uma reflexão a partir da Carta de São Paulo aos Romanos (12, 21): “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem”. Tannus frisou que a vitória é através do bem e citou o Catecismo da Igreja Católica (2000, 845) para lembrar que o perdão dá testemunho ao mundo de que o amor é mais forte que o pecado.

O pregador prosseguiu, então, com três exemplos de como pagar o mal com o bem: a história de José do Egito, do profeta Eliseu e a vida do próprio Jesus. 

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Da história de José do Egito (Gn 37), tira-se o exemplo de como ele lidou com a inveja dos irmãos, que chegaram a jogá-lo em uma cisterna sem água. José foi preso por 13 anos, tornou-se escravo, mas permaneceu íntegro, bondoso e soube pagar o mal com o bem, perdoando seus irmãos e ajudando-os quando foi preciso. “Se José tivesse se vingado, ele não seria lembrado pela história. O que fez ele ser um grande homem foi a misericórdia. O que fará você ser grande também é a misericórdia”, disse aos fiéis presentes. 

A imagem mostra uma multidão de fiéis no Centro de Evangelização

Fiéis lotam o Centro de Evangelização no Acampamento Cura e Libertação / Foto: Isabele Domingues

A misericórdia do profeta Eliseu

Refletindo sobre o exemplo do profeta Eliseu (2 Rs 6, 13), o pregador contextualizou o cenário da época: o Rei da Síria estava em guerra com o Rei de Israel, mas o profeta Eliseu avisava ao rei de Israel para não cair nas ciladas. Então, o rei sírio mandou um exército para prender Eliseu, que manteve a confiança em Deus, sabendo que Ele estava ao seu lado. Pediu a Deus que ferisse aqueles homens que o perseguiam com a cegueira. “A oração de Eliseu fez um exército inteiro ficar cego, perdido.”, comentou Tannus.

Eliseu, então, conduziu aqueles homens ao rei de Israel e pediu que Deus abrisse novamente seus olhos e assim foi feito. Quando perguntado pelo rei de Israel se deveria matá-los, Eliseu disse que não, pelo contrário: deveria alimentá-los para que restaurassem suas forças e voltassem ao seu senhor. Desde então, os sírios cessaram suas incursões contra Israel. “Eliseu era cheio de misericórdia. Meu irmão, quando alguém vem contra você, com a força maior, não aja com força igual, perdoe, ame, acolha, ore. Como você vai vencer o mal? Pela oração e com o amor no seu coração”.

O exemplo do próprio Jesus

Por fim, Tannus refletiu sobre o episódio da prisão de Jesus narrado no Evangelho de João (18, 3). Em especial, o pregador citou a figura de Malco, o servo do sumo sacerdote que foi ferido na orelha por Pedro. Malco odiava Jesus. Seu sonho era ser sumo sacerdote e para isso teria, um dia, sua orelha direita ungida com óleo santo, um simbolismo para sempre ouvir e obedecer à Palavra de Deus. E a mutilação foi justamente na orelha.

“Jesus é a fonte da misericórdia. Ele pega a orelha de Malco e recoloca no lugar. Estanca aquela fonte de sangue. Jesus está devolvendo a Malco seus sonhos. Jesus responde ao mal com o bem. Mesmo sendo traído, Ele não perdeu sua doçura, seu amor.”, disse Tannus.

Trazendo as reflexões para o cenário atual, Tannus refletiu que, em um mundo tão belicoso e marcado pela intolerância, o único modo de não se deixar seduzir pelo mal é agir pelo bem. Este é também um ensinamento do Catecismo: a força do bem é muito maior do que a força do mal. “Assuma o amor como a força do seu coração”, exortou.

Padre Duarte Lara: a força da Virgem Maria

A segunda pregação da manhã foi conduzida pelo padre Duarte Lara, exorcista, com o tema “Com Maria, esmagamos a cabeça da Serpente”. O sacerdote comentou as aparições da Virgem Maria nos últimos tempos: ela foi escolhida por Deus para preparar a humanidade para enfrentar os grandes combates já vividos agora.

Padre Duarte Lara responde perguntas sobre cura e libertação / Foto: Isabele Domingues

Hoje, padre Duarte se concentrou nas aparições de Medjugorje. “Eu estive lá três vezes. Impressionante o que eu vi.”, relatou. Lá a Virgem Maria fala sobre as “cinco pedrinhas” contra o “golias infernal”. São elas: a Eucaristia celebrada e adorada, a confissão mensal, a Palavra de Deus – lida, meditada e vivida – , o santo rosário e o jejum. Explicando cada uma dessas dimensões, o sacerdote frisou a importância dessas práticas constantes, sem porém, se descuidar dos demais âmbitos da vida, da missão que cada um tem diariamente. “A vida de oração não deve levar a pessoa a se descuidar das obrigações e necessidades da vida diária.”, ressaltou.

Após essa breve exposição, padre Duarte Lara comentou a respeito do documentário sobre o filme “O Exorcista do Vilarejo”, que acompanhou seu cotidiano na missão exorcista.  A exibição de parte do documentário foi realizada como atividade paralela ao acampamento no Auditório São Paulo. A obra estará nos cinemas de todo o Brasil no início do próximo ano.  

Ele também testemunhou a importância da oração do rosário no combate espiritual: o diabo odeia o nome de Nossa Senhora, explicou. “A maior parte das pessoas não tem noção do quanto são eficazes as coisas de Deus”.

Na sequência, o sacerdote respondeu a algumas perguntas do povo sobre o processo de cura e libertação. Esse é um momento que costuma acontecer quando padre Duarte Lara participa desse acampamento, em virtude dele ser um dos poucos sacerdotes exorcistas em atividade atualmente.

O Acampamento de Cura e Libertação termina hoje à tarde com a missa presidida pelo bispo auxiliar do ordinariado militar do Brasil, Dom José Falcão. A celebração será às 15h.

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