Especialistas reforçam cuidados para se proteger do sol
Nas segunda reportagem sobre os cuidados na praia nesse verão, vamos falar sobre a proteção da pele. No litoral os raios ultravioletas são ainda mais intensos e sem proteção adequada podem causar queimaduras, envelhecimento precoce e até câncer de pele em casos mais graves.
Reportagem de Flavio Rogério e Antonio Matos
O descanso após a caminhada matinal na orla da praia é sagrado. Aos 95 anos, o senhor Osvaldo não sai de casa sem o boné, os óculos em um outro item indispensável. “Eu passo um filtro solar no rosto, nas pernas, nos braços, no nariz, principalmente para não queimar muito”, disse o aposentado, Osvaldo Pereira.
Rotina seguida pela mineira Rosimar, da cidade de Contagem. A turista veio aproveitar a praia com as primas e não deixa de se cuidar. “Eu passo protetor solar acima do fator 50. No rosto eu passo um com cor, porque eu tenho a pele muito branca. E no corpo eu passo, posso passar um sem cor mesmo, mas eu não saio sem um protetor solar”, falou a engenheira eletricista, Rosimar de Assunção.
Apesar de ser costume cuidar mais da pele ao estar na praia, especialistas em dermatologia apontam que a maioria não aplica o protetor solar de forma correta. “Então, aqueles cuidados de passar o protetor solar no corpo todo, no rosto todo, em quantidade adequada, o fator de proteção solar adequado, a gente tem que enfatizar, lembrar, se possível, sempre 30 minutos antes de uma exposição solar e toda vez que transpirar muito ou que a gente for pra água, for mergulhar, for numa piscina, repassando”, comentou a dermatologista da SBD, Elizabeth Senra.
Quem também não se descuida é a professora Elsa, que aproveitou o dia para ler um livro à Beiramar com o marido. “Eu não descuido do chapéu e o protetor solar eu passo pelo menos a cada 2 horas. Quando eu entro no mar, eu vou me banho ali na água doce e passo novamente”, afirmou a professora, Elza Maria.
A dermatologista reforça que além de evitar queimaduras e casos de insolação, a proteção ajuda a combater o câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. “Todo o sol que a gente tomar, principalmente durante a infância, até uns 18, 20 anos, é esse sol que vai fazer mal para tudo aquilo que a gente fala no futuro”.
Protegido do sol e com o sorriso no rosto, o senhor Osvaldo conta que o segredo para chegar aos 95 anos, repleto de saúde e disposição, é viver com alegria. “A minha, na minha teoria, cada dia que o senhor passa com raiva, são cinco dias que o senhor pede de vida e cada dia de alegria são cinco que o senhor ganha”, completou Seu Osvaldo.




