VENDAS

Varejo cresce 1% em novembro e comércio volta a ganhar fôlego no país

Dados do IBGE indicam retomada gradual do consumo e alta nas vendas do setor

Reportagem de Aline Campelo e Ersomar Ribeiro

O comércio brasileiro voltou a ganhar fôlego no fim do último ano. Em novembro, as vendas do varejo cresceram 1% em relação a outubro, que já tinha registrado alta de 0,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE este mês.

Com esse resultado, o setor completa dois meses seguidos de crescimento, algo que não acontecia desde o início do ano. Segundo o IBGE, o movimento mostra uma retomada gradual do consumo no país. “Taxas de juros muito altas e uma inadimplência do consumidor importante. Por isso, preciso tomar cuidado e apesar de ter sido um crescimento e uma comemoração do comércio, a gente ainda precisa ter uma cautela ou analisar isso como uma retomada de crescimento ou como um crescimento expressivo”, falou a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges.

Sete das oito atividades do comércio tiveram aumento nas vendas em novembro. Os maiores destaques foram produtos de informática e comunicação, como celulares e computadores, além de móveis e eletrodomésticos. Farmácias, supermercados, papelarias e postos de combustíveis também venderam mais. A única queda foi no setor de roupas, calçados e tecidos.

Já o chamado varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, teve crescimento mais moderado, de 0,7%. Enquanto o material de construção avançou, as vendas de veículos recuaram levemente. 

No Distrito Federal, de acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, apesar do resultado, este ano o volume de vendas deve ser menor. “Avaliamos que esse comportamento reflete um contexto econômico complexo, pois mesmo com a melhora do emprego, da renda e da solidez do setor público no DF, as taxas de juros elevadas estão impactando o consumo”, completou o presidente da Fecomércio (DF), José Aparecido. 

Na comparação com novembro do ano passado, o comércio cresceu 1,3%, com destaque para informática, farmácias, móveis e eletrodomésticos. O avanço foi registrado em 21 estados brasileiros.

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