Uma pesquisa do Datafolha feita em junho deste ano mostrou que a maioria dos brasileiros prefere trabalhar por conta própria do que em uma empresa ou organização.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
Júlia, João e Carolina, três funcionários da mesma empresa, mas cada um trabalha de uma forma. Júlia é dona de seu próprio negócio e presta serviços por aqui como pessoa jurídica. “Hoje eu trabalho com um pouco de tudo. Eu trabalho com assessoria de imprensa, trabalho com redação, trabalho como social media. Se eu fosse CLT, eu teria que focar muito mais em um único lugar”, disse a assessora de imprensa, Júlia Dalroveri.
João também escolheu trabalhar PJ por ter melhor remuneração. “Eu mudei de ser CLT para CPJ porque eu acho que se você se organizar bem, você não se prejudica tanto por por não ter os benefícios de CLT”, falou o assessor de imprensa, João Machado.
Carolina prefere manter a estabilidade do regime CLT. “Algo a longo prazo, pensando nos benefícios tanto de aposentadoria”, comentou a coordenadora, Carolina Barbier.
Um levantamento realizado em junho deste ano por um instituto de pesquisa, ouviu mais de 2000 brasileiros e constatou que 59% deles preferem trabalhar por conta própria. Outros 39% preferem ser empregados em uma organização.
A pesquisa do Datafolha mostra que o estilo de trabalho de Júlia é o favorito, o que a CEO da empresa Beatriz vê como uma realidade comum da geração atual. “Aqueles profissionais que têm família, que preferem a segurança e a estabilidade, acabam optando mesmo pela CLT. Quantos profissionais que estão no início de carreira querem experimentar a profissão, eles acabam gostando do PJ”, analisou a CEO da Mention, Beatriz Ambrósio.
E para se adaptar ao trabalho como PJ, é preciso estar atento às regras. Enquanto o funcionário do regime CLT tem horário de trabalho fixo, por exemplo, isso não acontece na contratação de pessoa jurídica. “A pessoa que exerce suas atividades através de PJ, ela deve ter primeiro uma flexibilidade em desenvolver esse trabalho da forma que for melhor para ela, nos horários que for melhor para ela”, afirmou o advogado trabalhista, Fernando Zarif.
Beatriz se adequou a essas realidades com respeito às regras jurídicas e hoje oferece para alguns cargos os dois tipos de regimes de trabalho. “É nossa obrigação se adaptar e entender o que o trabalhador vai preferir”, concluiu Beatriz.
