AGU argumentava que Eduardo Cunha cometeu desvio de finalidade ao acolher o pedido de impeachment de Dilma
Da Redação, com Agência Brasil
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Zavascki foi sorteado relator do caso na noite desta terça, 10, horas após a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolar a ação./ Foto: Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, negou pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que fosse suspensa a validade da autorização concedida pela Câmara dos Deputados para abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff por crime de responsabilidade.
Com isso, fica mantida sessão do Senado que irá decidir nesta quarta-feira, 11, se acata o processo. Se os senadores aprovarem a admissibilidade do processo, a presidenta Dilma será afastada por 180 dias do cargo.
No mandado de segurança, a AGU, que faz a defesa de Dilma, argumentava que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conduziu o processo de impeachment com desvio de finalidade, pois queria se proteger de processo contra ele que tramita no Conselho de Ética da Câmara. De acordo com a AGU, o processo “foi caracterizado pela prática de diversas ilegalidades, que procuravam dar maior celeridade ao processo e cercear a defesa”.