TRANSPORTES

São Paulo começa fiscalização de patinetes e bicicletas elétricas

Prefeitura de São Paulo publicou em agosto algumas regras para a circulação desses equipamentos

O uso de patinetes, bicicletas elétricas e outros equipamentos de mobilidade individual passou a ser fiscalizado na cidade de São Paulo. As regras que começaram a valer hoje incluem controle de velocidade e multas para quem descumprir as normas de circulação.

Reportagem de Flavio Rogério e Gilberto Pereira

 

Pelas ruas da capital paulista, é cada vez mais comum ver pessoas utilizando bicicletas elétricas, patinetes e autopropelidos, que são equipamentos também movidos por bateria elétrica. “Eu achei muito confortável e rápido também. Eu acho que os patinetes eles têm uma facilidade muito grande para você chegar em qualquer lugar da cidade e o tempo que é muito bom”, disse a Engenheira de Dados, Isabel Gonçalves.

“Principalmente aqui na Avenida Paulista que é um fluxo muito grande de carros, ajuda muito”, contou a doméstica Simone Assis.

Atendendo a uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito, a Prefeitura de São Paulo publicou em agosto algumas regras para a circulação desses equipamentos.

A principal norma está relacionada à velocidade máxima permitida para a circulação desses veículos pela cidade. Em ciclovias e ciclofaixas, eles podem transitar em até 20 km/h. Já em vias compartilhadas com pedestres, como calçadas, não é permitido ultrapassar os 6 km/h.

“Velocidade é o principal fator de risco no trânsito. E quando você tem um veículo que ele tem a possibilidade de compartilhar a via pública com o pedestre, isso ganha ainda mais importância. O foco principal é a segurança do pedestre, sem deixar de lado a segurança do próprio usuário. Por isso que se recomenda que siga as normas de trânsito ao transitar, as proibições existentes, porque elas não são feitas apenas com intuito de punir alguém.”, explicou o advogado especialista em trânsito e mobilidade, Renato Campestrini.

Apesar de seus benefícios para a mobilidade, em uma cidade conhecida pelo trânsito intenso, até quem os utiliza acaba tendo algumas ressalvas. “A questão de usar a calçada, eu já não concordo porque tem a própria via para se andar com elas, né? Então, se eles usam a calçada para isso, acaba atrapalhando um pouco os pedestres.”, acrescentou Simone. “O contra é realmente a acessibilidade, porque não vai ser todos os lugares que têm ciclofaixa e aí você vai ter que usar a calçada, transitar entre os carros e a gente não tem uma legislação que trata o ciclista ou quem tiver com patinete com prioridade ou cuidado.”, retomou Isabel.

A portaria também apresenta regras para a circulação desses veículos em algumas ruas e avenidas sem ciclovias. “O trânsito pressupõe um espaço compartilhado. A minha ação de forma direta acaba afetando o seu direito de transitar com segurança ou não. A intenção do legislador é que as pessoas convivam em harmonia, independentemente do tipo de veículo que elas estejam a conduzir.”, concluiu o advogado Campestrini.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content