ESPORTE RADICAL

São José dos Campos se transforma na capital do Mountain Bike

Esporte radical conquista pessoas de diversas idades e impulsiona prática

São José dos Campos se transformou na capital nacional do Mountain Bike. Durante quatro dias, centenas de ciclistas enfrentam um circuito desafiador em busca do lugar mais alto do pódio. Nossa equipe acompanhou de perto a preparação e as histórias de quem vive esse esporte.

Reportagem de Isaque Valle e Genilson Pacetti

 

Bicicletas para todo lado, nas curvas de terra, nas pedras, no túnel, lá longe e gente de camarote vendo tudo acontecer. Começou mais uma edição do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike, com as categorias XCO, XCC e XCE.

“Ah, o XCC é uma competição de 20 minutos mais uma volta e o XCE é um sprint Eliminator que larga quatro em quatro e classifica dois até a final. E o XCO que é o que é o Esporte Olímpico, que o percurso é de 3,5 e 5 km”,  afirmou a equipe organizadora do evento, Felipe Gomes. 

De hoje a domingo, mais de 600 atletas de mais de 20 estados estarão no Mobile Bike Land em São José dos Campos, em busca dos tão sonhados títulos. Alimentação saudável, manutenção das bicicletas e muito treino para que os atletas atinjam altos níveis de competitividade. 

Márcio Ravelli sabe bem do valor de um bom planejamento. Detentor de uma carreira vitoriosa com direito a 13 títulos brasileiros e duas medalhas no pan-americano da modalidade, ele continua cuidando e incentivando seus parceiros. “Eu comecei muito cedo. Naquela época a gente não tinha recursos. E hoje a tecnologia veio para inclusive para alavancar muito essa garotada. Eles estão com a faca e o queijo na mão aí. E essa molecada está de parabéns porque o nível aumentou muito”, relatou o atleta, Márcio Ravelli.

Raíza é atleta olímpica e estava se preparando no rolo de aquecimento. “É uma forma de eu aquecer meu corpo pra prova. E após a prova desaquecer meu corpo para acelerar minha recuperação”, contou a atleta, Raíza Goulão Henrique. 

A prática do mountain bike exige coragem, mas será que essa galera não tem medo de se machucar? “Antes de começar a competir, a gente sempre vai ter aquele medo de pular, aquele medo de passar umas pedras, descer rápido, mas você vai se acostumando e vai perdendo esse medo e com isso você vai melhorando”, expressou o atleta, Miguel Guimarães Maia.

O campeonato também possibilita que os competidores experimentem perspectivas de crescimento profissional, como a Letícia, que viajou mais de 8 horas lá de Contagem em Minas Gerais e quer fazer bonito por aqui. “Eu esse ano eu já fui pro Campeonato Pan-Americano, agora no brasileiro tentar dar o meu melhor e no futuro, quem sabe uma Olimpíada ou Mundial aqui pro Brasil”, concluiu a atleta, Letícia de Oliveira. 

Uma grande união de experiência e juventude, onde competir vira sinônimo de desenvolvimento e fomenta a prática do mountain bike no Brasil.

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