Brasil tem histórico de um país pró-vida
O Brasil registrou o maior índice de rejeição ao aborto desde o início da série histórica, iniciada em 2021. Levantamento mostra que quase 70% da população é contrária à liberação da prática no país.
Reportagem de Aline Campelo e Ersomar Ribeiro
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas nas 27 unidades da federação. “Pessoa engravida e simplesmente não quer ter que se desfazer. Não é justo. Não, não concordo”, disse a cidadã. “Quando engravida tem que ter para poder criar. Então por isso que eu sou contra”, falou a mãe.
O índice dos que declaram ser contrários à liberação do aborto é o mais alto desde o início da série histórica do levantamento em janeiro de 2021, com aumento percentual de cerca de 12% e ainda um aumento de 2% percentuais na taxa em relação a 2025.
“A população brasileira sempre foi pró-vida. Sempre foi contra o aborto, sempre se posicionou com uma maioria significativa”, afirmou a presidente do Movimento Brasil sem Aborto, Lenise Garcia.
No Supremo Tribunal Federal tramita um processo para descriminalizar o aborto até 12 semanas. Relatado inicialmente pela ministra Rosa Weber, que já manifestou o voto a favor.
O julgamento foi retomado no último ano com votação em ambiente virtual e agora está pendente de conclusão no plenário físico da Suprema Corte.
“A sociedade brasileira em sua amplo sentido considera que a vida realmente começa a partir da concepção”, frisou a advogada e presidente executiva do Instituto Isabel, Andrea Hoffman.
“O nosso maior problema é o Supremo Tribunal Federal. Porque ali que a gente tem tido retrocessos, vamos dizer assim, na questão do direito à vida e às vezes até por decisão liminar. Então, um único ministro e a gente não tem instrumentos a atuar, perante o Supremo Tribunal Federal, que não parece muito preocupado com aquilo que a população pensa”, ressaltou Lenise.




