Enchentes e alagamentos alerta moradores de regiões vizinhas a Guaratinguetá
Outras regiões do Brasil enfrentaram dificuldades ao longo desta semana devido às chuvas, como é o caso do Vale do Paraíba Paulista. Nossa equipe traz alguns destaques locais, dentre eles Guaratinguetá – que registrou ao menos 112 milímetros de chuva nos últimos três dias.
Reportagem de Emerson Tersigni e Genilson Pacetti
Em Guaratinguetá, a semana foi de dificuldades. No bairro dos Pilões, a ponte sofreu danos e precisou de interdição preventiva pela Defesa Civil.
Outro bairro atingido pelas fortes chuvas em Guaratinguetá foi o Jardim Tamandaré. A elevação do Ribeirão dos Motas provocou tanto alagamento quanto erosão na rua Inglês de Souza. Um casal de idosos precisou ser retirado de casa e encaminhado para um abrigo provisório, enquanto que a prefeitura acionou um plano de contingência para amenizar as dificuldades do local.
“O nível do Ribeirão vinha subindo durante a madrugada, mas subindo de uma forma constante. Então a Defesa Civil estava monitorando. Na parte da manhã o nível do rio tava 1,60 m. E o extravasamento é de 2 m. Então, quando ela drenou para aquele lá, para aquela, para aquela travessa, acabou invadindo três casas que precisaram, receberam auxílio, kit de limpeza da Defesa Civil”, contou da Defesa Civil de Guaratinguetá, Allan Siqueira.
“Na hora que eu estava subindo, o menino falou: ‘Grazi, a casa da Mariane está cheia de água’. Daí eu vim, gritei ela, ela tinha acabado de acordar e a hora que ela acordou água já estava no quarto. Ela pisou na água. Ela perdeu tudo, coitada, porque molhou, foi muito rápido, a água subiu muito rápido e a gente tentou tirar o que deu, mas a maioria das coisas dela molhou”, lembrou a moradora do Bairro Jardim Tamandaré, Graziele de Farias.
Em Queluz, um muro de contenção da Praça da Matriz, São João Batista desabou na manhã de ontem. Embora tenha atingido uma viatura da Polícia Civil estacionada no local, ninguém se feriu e, segundo a prefeitura, a área foi devidamente isolada.
A região da Bocaina também foi testemunha da força das águas. Impressionante.O bispo diocesano de Lorena precisou inclusive cancelar uma visita pastoral prevista para este fim de semana em Arapí, também no Vale Histórico.
Apesar da situação desafiadora, o cenário é de esperança para o Vale do Paraíba e de alívio por salvarem vidas. “Nós vemos isso por todo o Brasil. Pessoal entra na lama, o pessoal entra na água. Nossa missão é salvar o pessoal. A nossa missão é a prevenção principalmente”, retomou Allan.
“A tendência é que esses alertas venham cessar nos próximos dias, caso essas previsões não se concretizem e haja um retorno da situação de normalidade nos municípios do Vale do Paraíba”, concluiu o tecnologista do Cemaden, Jorge Barbarotto.




