IMUNIZANTE

Ministério da Saúde autoriza produção da vacina contra Chikungunya

Neste ano, Brasil já registrou mais de 37 mil casos da doença, principalmente nas regiões do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás

Com o aumento dos casos de Chikungunya no país, o Ministério da Saúde autorizou o Instituto Butantan a produzir a vacina contra a doença. No Mato Grosso do Sul, municípios enfrentam situação de emergência sanitária.

Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira

 

No ano passado, Sônia, que mora no Mato Grosso do Sul, teve o diagnóstico de Chikungunya. “Febre, muita febre e vômito, diarreia. Que mais me atingiu foi minhas articulações, que até hoje eu ainda tenho sintomas”, lembrou a empresária, Sonia Terezinha Tonet.

“É uma doença que é transmitida através da picada do mosquito a decisões, está endêmica no Brasil e na América Latina e no Caribe”, explicou o infectologista, Marcelo Mostardeiro. 

“Uma proporção relativamente grande de pessoas vão ficar com uma artrite pelo resto da vida e isso atrapalha muito a capacidade de trabalho das pessoas”, analisou o infectologista, Celso Granato.

Neste ano, o Brasil já registrou mais de 37.000 casos da doença e os diagnósticos estão principalmente nas regiões do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. “Olhando pro país, a gente tem uma redução. Olhando pra maioria dos estados, a gente também tem redução, mas a gente tem essas transmissões localizadas”, apontou a coordenadora geral de vigilância de arbovirose do Ministério da Saúde, Lívia Vinhal.

“Estado do Mato Grosso do Sul, ele vem trabalhando o ano todo, em relação à doença, ao combate ao arbovírus, por ser um nosso nós sermos um estado endêmico para a doença”, contou a gerente de doenças endêmicas da secretaria estadual de saúde(MS), Jéssica Klener. 

Nesta semana, a VI autorizou a fabricação da vacina contra a Chikungunya no Brasil. A versão brasileira do imunizante foi desenvolvida com a parceria entre o Instituto Butantã e uma empresa farmacêutica europeia. A aplicação será destinada a pessoas de 18 a 59 anos. 

“Tem dois tipos de eficácia que a gente avalia. Ela tem uma eficácia para você não pegar a doença que é bem elevada, é superior a 80%. E nas pessoas que apesar da vacinação tem a doença, ela tem uma doença mais leve”, acrescentou Celso. 

Ainda não há uma data para a distribuição da vacina contra a Chikungunya pelo SUS, mas determinados locais, como alguns municípios do Mato Grosso do Sul, recebem a distribuição piloto do imunizante.

“Hoje nós temos alguns municípios contemplados, pelo pelo projeto piloto, do Butantã. Nós temos Dourados, Itaporã, que são municípios vizinhos, onde nós tivemos o maior número de casos em meados de abril. E aí continua essa aplicação da vacina da Chikungunya”, retomou Jéssica.

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