ECONOMIA E NEGÓCIOS

Microempreendedores vivem novas realidades de vendas

Empreendedores adaptam vendas e integram loja física ao digital para crescer

Reportagem de Carla Zanon e Genilson Pacetti

No Brasil, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, apontou que no ano passado, o segundo quadrimestre encerrou o período com 24,2 milhões de empresas ativas, das quais 93,8% são micro e pequenas empresas. Na reportagem, você confere como o microempreendedor tem se adaptado a nova realidade de vender no espaço físico e também no digital.

O centro da cidade segue movimentado por consumidores que ainda valorizam o contato direto e o atendimento presencial. Experiências que nem sempre o online substitui. Ao mesmo tempo, o digital se tornou aliado no varejo. Um estudo do Sebrae aponta que, em 2025, muitas empresas passaram a integrar loja física e plataformas digitais. “Acabou que foi um complemento, sem contar as outras pessoas que já tem perfil estritamente online, que já seleciona, escolhe o produto, já e já pede e finaliza a venda”, disse a empreendedora, Débora Zaccaro

Uma pesquisa do Sebrae apontou que microempreendedores nas áreas de vestuário, calçados e acessórios faturam até 10.000 por mês. A loja física se destaca como modelo nas operações. “Dentre esses que têm o faturamento até 10.000, a gente pega 50% com faturamento abaixo de 7.000. Isso nos mostra o quê? Nos mostra que existe sim uma dificuldade neste setor específico do varejo de ampliação no faturamento, o que pode causar alguns problemas, algumas dificuldades financeiras nesse setor”, falou o consultor de negócios Sebrae, Felipe Destri.

E quem empreende também enfrenta os desafios ao longo do caminho. Ainda assim, a adaptação às novas tecnologias tem gerado benefícios e ampliado oportunidades para quem atua no mercado. “É se adaptar, tentar entender qual é o comportamento do consumidor. Eu tô presencial, eu tenho uma loja no físico, mas eu tenho outros canais de venda fazendo um um trabalho de ampliação de receita”, retomou ele.

Débora começou em 2026 sabendo que precisaria ampliar o time de profissionais, acompanhando a expansão da empresa. Eu cheguei nesse momento que agora, hoje sozinha eu não consigo mais de tantas as vertentes de vendas, que a gente tem. E aí agora a gente tá caminhando, preparando de novo um projetinho para poder ter um assistente aqui, pra gente melhorar mais ainda o nosso atendimento”, completou ela.

Seja em lojas de roupas, acessórios ou calçados, cada empreendedor precisa se adaptar ao tempo que traz mudanças tecnológicas, sociais e culturais. A tecnologia avança rapidamente e para quem deseja crescer no mercado, reinventar-se deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content