A Lei Seca completa 18 anos nesta semana. Criada para combater a combinação entre álcool e direção, a legislação é considerada um marco na segurança viária brasileira e ajudou a reduzir acidentes e a salvar vidas.
Reportagem de Vinícius Cruz e Jairo Rec
A Lei Seca foi sancionada em junho de 2008 e trouxe punições mais severas para o motorista flagrado sob o efeito de álcool.
A legislação endureceu as regras e ampliou a fiscalização em todo o país. Ao longo dos anos, as operações no trânsito ajudaram a reduzir acidentes e mortes referentes ao consumo de bebidas alcoólicas.
Além de blitzes, as campanhas educativas reforçaram a importância da direção responsável. Dezoito anos depois da criação da Lei Seca, o principal desafio continua sendo a conscientização dos motoristas. Apesar dos avanços registrados, as autoridades reforçam o alerta. A prática que mistura álcool e volante coloca vidas em risco e exige fiscalização constante.
No Rio de Janeiro, a operação Lei Seca se consolidou como uma das principais referências do país. Milhões de condutores já foram abordados nas fiscalizações realizadas em diferentes regiões do estado. “A Lei Federal teve um papel fundamental na mudança do comportamento dos motoristas em todo o país. Durante as nossas operações, nós já notamos uma mudança de entendimento dos motoristas sobre essa mistura tão perigosa entre álcool e direção. Ao longo desses 18 anos, a lei conseguiu salvar milhares de vidas em todo o país”, afirmou o superintendente da Lei Seca, Tenente Cel Diego Senna.
Para marcar os 18 anos da legislação, o governo do estado anunciou o reforço das equipes e das ações de fiscalização. O objetivo é ampliar a prevenção e aumentar a segurança nas ruas e nas estradas fluminenses.
“A principal novidade é a ampliação do nosso efetivo. Isso vai garantir uma presença maior da operação lei seca nas ruas, o que aumenta o nosso alcance na abordagem de motoristas e reflete diretamente na redução de acidentes e na preservação de vidas”, reforçou o tenente.
A mensagem permanece a mesma: se beber, não dirija. Uma atitude simples pode salvar vidas. “O maior desafio é coibir a imprudência de quem ainda acredita que dirigir após beber não causa problema algum. Por isso é tão importante nós continuarmos com as ações de fiscalização e educação, porque isso nos ajuda a mudar esse comportamento e evitar que novas tragédias voltem a acontecer”, concluiu o tenente.




