O cuidado com a saúde bucal de crianças e adolescentes ganha reforço no calendário nacional. Sancionada recentemente em Brasília, a lei que institui o Julho Laranja amplia a conscientização sobre a importância da avaliação ortodôntica precoce
Reportagem de Julia Rezende e Ersomar Ribeiro
Mateus Heleno usa aparelho ortodôntico há algum tempo e já percebe a diferença no sorriso. “Eu tinha que usar o aparelho para não dar tudo certo aqui nos meus dentes”, disse o menino de 11 anos.
Muito além da estética, a ausência de tratamento ortodôntico pode trazer diversas consequências para a saúde, afetando até mesmo a respiração e a postura da criança.
Por isso, a avaliação ortodôntica é tão importante nessa fase. “A avaliação vai trazer uma luz a respeito da necessidade da criança no que diz respeito ao desenvolvimento dos ossos da face, a posição dos dentes, que tudo vai ter um grande uma grande repercussão na saúde física, mental e intelectual da criança”, afirmou a ortodontista Luciana Franco.
Segundo a especialista em ortodontia, alguns sinais podem indicar a necessidade de tratamento. “Apinhamento dental, a mordida cruzada, dentre outras coisas, o ronco da criança, a apneia, a postura e a fala dicção”, detalhou.
A recomendação é que a avaliação seja feita entre os 6 e os 12 anos de idade. Foi o que fez a mãe de Mateus. “Tem que estar sempre de olho e nessa parte óssea da criança. Porque depois que ele se tornar um adulto, a gente já não consegue mais com o aparelho ortopédico e sim cirurgia ortognática muitas vezes necessária”, apontou a mãe do Matheus, Ana Carolina Gonçalves.
Os benefícios vão além do sorriso. Segundo o texto aprovado, o acompanhamento ortodôntico precoce também pode contribuir para a autoestima, o bem-estar psicológico e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.
“Pode significar qualidade de vida e bem-estar, mas segurança emocional no futuro. Quando a gente pensa e promove esse cuidado com a saúde bucal na infância”, concluiu o psicólogo Edilson Oliveira.



