A disseminação de notícias falsas é um dos maiores desafios para a democracia, especialmente em períodos eleitorais. Em Sergipe, instituições públicas uniram forças em defesa da verdade e da integridade das eleições de outubro
Reportagem de Silas Santos e Wildson Coruja
Democracia, transparência e compromisso com a informação. Estes são princípios do Pacto contra a desinformação nas eleições de 2026, lançado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe.
Representantes do Sistema de Justiça, Ministério Público, Defensorias, Ordem dos Advogados do Brasil, órgãos de Controle e forças de segurança têm a intenção de combater a circulação de notícias falsas durante o processo eleitoral. “O que nós desejamos sempre é que o eleitor bem informado vote conscientemente e aí a gente fortaleça a democracia”, comentou a diretora da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-SE, Brígida Declerc.
Além da assinatura do documento, a programação contou com uma palestra voltada para a imprensa. A jornalista e pesquisadora Priscila Bittencourt falou sobre o papel dos veículos de comunicação na checagem das informações e na oferta de conteúdo para a população.
“Princípios éticos. É isso que norteia o nosso trabalho. A gente tem uma técnica para fazer o nosso trabalho e isso também é a garantia de que a informação que a gente tá divulgando é uma informação que ela é apurada, tem responsabilidade. É um cenário onde tem muita desinformação circulando, é justamente esse trabalho de enfrentamento que a gente precisa realizar, que se soma ao papel também das outras instituições”, ressaltou a jornalista.
A desinformação pode influenciar decisões, comprometer o debate público e colocar em risco a confiança da população nas instituições. Com esse pacto, os órgãos participantes assumem o compromisso de atuar de forma integrada para identificar, combater e denunciar conteúdos falsos, fortalecendo a segurança e a credibilidade das eleições.
“Ele chega para trazer segurança para a população, segurança para o processo eleitoral e mostra que as instituições elas estão unidas contra as fake news, contra a desinformação”, apontou o presidente da OAB-SE, Danniel Costa.
“Que o eleitor recebe informações com conteúdo verdadeiro. Foi divulgado, vamos supor, um vídeo falso que hoje esses vídeos criados com inteligência artificial eles enganam mesmo. Então, que naquela mesma rapidez que ele foi divulgado, que a contrainformação que aquele, ‘olha, aquele vídeo é falso’, chegue também à população”, completou a procuradora-chefe do MPF-SE, Eunice Dantas.




