Portadores de deficiência são bem acolhidos nas modalidade de luta
Em São Paulo, o esporte foi ponte de inclusão. Um festival reuniu pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social para mostrar como a prática esportiva pode transformar vidas.
Reportagem de Flavio Rogério e Adilson Cesar Rodrigues
O taekwondo entrou na vida do Guilherme há 5 anos. A participação no Festival de Inclusão Esportiva promovido pelo Instituto Olga Cos foi especial para o jovem de 24 anos, que supera a paralisia cerebral com bom humor. “Tá sendo muito legal. Eu acho fácil que os cara faz aqui”, falou o aluno, Guilherme Ferreira.
Pessoas com ou sem deficiência de diferentes idades e realidades sociais. Aqui todos podem participar, já que o grande objetivo é a prática esportiva de forma acolhedora, inclusiva e segura.
“Quando eles entram, eles se sentem um pouquinho deslocados, porque acho que eles não se sentem tão confortáveis achando que nós vamos tratar eles igual a maioria da sociedade trata. Mas quando eles entram, estão com a gente, a percepção deles mudam”, contou o professor de taekwondo, Flávio Moreira.
Judô, karatê, capoeira e taekwondo são algumas das atividades realizadas nos projetos do instituto presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. “Eles já se abrem um pouco mais, já se sentem mais felizes, já se sentem mais inclusos. Então a maioria acha que não consegue fazer algumas atividades e aí o objetivo nosso é mostrar para eles que eles são capazes de desenvolver qualquer tipo de atividade”, completou o professor.
Quem sempre acompanha o Guilherme nas atividades são os pais, Assis e Ana Lúcia. Eles reconhecem os benefícios e o poder transformador do esporte na vida do filho. “A gente vê que eles adquirem muita disciplina, respeito pelos amigos, educação em fazer as coisas no tempo certo e assim é uma coisa que eles amam demais”, concluiu a doméstica, Ana Lucia Ferreira.