O número de mulheres que decidiram empreender cresceu em todo o país no último ano. Pensando nisso, o governo estadual lançou um projeto que oferece cursos gratuitos para capacitar e fortalecer o empreendedorismo feminino.
Reportagem de Carla Zanon e Messias Junqueira
Essa é a carreta do empreendedorismo, um projeto da Secretaria de Políticas para Mulher do Estado de São Paulo. Aquie os cursos ajudam a complementar a renda familiar e promovem a troca de experiências e conhecimento.
“Eu sou artesã, então faço diversas técnicas, mas agora eu tô engajada no Moda Praia em Crochê e eu quero lançar a loja para vender online. Então eu vim aprender isso no curso”, contou a aluna do curso de marketing, Maria Beatriz Ferraz.
Tem aluna que quer ir além, buscar novas ferramentas para expandir o próprio negócio. “Aumentar meu conhecimento, busca de novas tecnologias que estão bem altas no mercado para mim poder melhorar o meu negócio”, disse a aluna do curso de marketing, Patrícia Ribeiro.
Os cursos profissionalizantes ofertados aqui vão desde a área do mercado digital até os cuidados com a pele e a beleza feminina, uma oportunidade para as mulheres se profissionalizarem e atuarem no mercado de trabalho.
Um relatório técnico sobre empreendedorismo feminino do Sebrae mostrou que em 2024 34% dos empreendedores do Brasil são mulheres. Um dado que se reflete na crescente busca por cursos de capacitação como este. “As mulheres são empreendedoras por natureza. Só que assim, muitas delas não são formalizadas, não tem MEI, não tem essa essa qualificação, que é necessário. E foi pensando nisso, levar qualificação e essa formalização, capacitação para as mulheres que foi criada a Carreta do Empreendedorismo”, ressaltou a coordenadora da Carreta de Empreendedorismo, Christina Batista.
A pequena Ana Lívia acompanhou a mãe no curso e também mostrou o talento. No tempo livre, ela faz pulseiras coloridas, um hobbie que já virou inspiração. “Minha professora que me ensinou. Eu ia escolhendo as bolinhas e fazendo a pulseira”, completou a estudante de 8 anos, Ana Lívia.
A atenção, a escuta e o acolhimento a essas mulheres mostram que todas são vistas e que nunca é tarde para recomeçar, aprender e sonhar com o caminho profissional.
