TECNOLOGIA

Fevereiro sem celular busca reduzir dependência digital diária

Campanha criada por instituição europeia busca recuperar convivência social sadia

Em fevereiro, um movimento global promove a campanha “Fevereiro sem Celular”, que convida a população a repensar como está a sua relação com a tecnologia. Um levantamento de 2023 da União Internacional das Telecomunicações mostrou que cerca de 80% da população mundial com mais de 10 anos tem um celular.

Reportagem de Flavio Rogério e Antonio Matos
Edição de Augusto Souza
Produção de Délis Pessoa

 

Pelas ruas está cada vez mais comum ver as pessoas andando e utilizando o celular. “Vídeos curtos dessa informação na palma da mão também pro meu profissional, que é um trabalho com audiovisual, tudo acaba sendo ligado ali”, contou a cineasta, Catarina Bernardo.

Dados do IBGE mostram que em 2024 mais de 167 milhões de pessoas a partir de 10 anos de idade tinham um celular no Brasil. Isso equivale a quase 90% da população dessa faixa etária. 

Segundo a União Internacional das Telecomunicações, em 2023, 78% da população mundial, com mais de 10 anos, tinham um celular. Especialistas alertam que o uso excessivo desses aparelhos pode prejudicar nossa saúde mental. 

“Seria aquele indivíduo que eh deixa de fazer as tarefas ou as suas atividades do dia a dia e começa a ter prejuízos como desatenção, dificuldade para dormir”, alertou o diretor da Associação brasileira de Psiquiatria, Leonardo Baldaçara.

“Conversar, presencialmente, olhar nos olhos, passar um período, por exemplo, em um restaurante, uma lanchonete, mesmo quando estão na presença de outras pessoas, elas acabam passando ali maior parte do tempo ainda conectada nas telas”, explicou do Conselho Federal de Psicologia, Andréa Regina Marques Chamon.

Um movimento global promovido por uma instituição europeia criou a campanha ‘Fevereiro sem celular’, com o objetivo de conscientizar a população global a reduzir o uso desse aparelho e refletir sobre o impacto dele em suas rotinas. “Essa campanha é uma campanha extremamente importante para a conscientização da população, dizer o quanto que a gente precisa estar atento à quantidade de tempo, que às vezes a gente gasta. Então, às vezes eu deixo, por exemplo, de fazer uma atividade física que vai te trazer benefícios e acabo passando duas, três horas ali, consumindo um material que muita das vezes não vai trazer pra pessoa que tá consumindo aquele material nenhum benefício”, reforçou ela. 

Catarina, apesar de utilizar bastante, tenta ter um momento de pausa. “Eu tento não utilizar tanto na hora de dormir para atrapalhar o meu sono.Tento ler alguma coisa, assistir TV”, comentou a jovem. 

Para o psiquiatra, diminuir o tempo de uso ajuda, mas é necessário outras medidas. “Se não mudar a sua relação com o eletrônico, entender que ele é só uma ferramenta e não parte da sua vida, você realmente vai ter dificuldades”, concluiu Leonardo.

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