Empresas que incluem brinquedos e livros específicos para as crianças neuro divergentes
São Paulo recebe, até amanhã, a maior feira de brinquedos da América Latina. O evento apresenta as principais novidades do setor, com destaque para lançamentos voltados à inclusão de pessoas com deficiência.
Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos
Na famosa feira do brinquedo, em meio às novidades, produtos que trazem a inclusão. “E aqui é onde acontece o start do mercado do brinquedo para crianças neurodivergentes, acessíveis, crianças com alguma deficiência. Então isso também é um mercado que tem crescido muito”, comentou da Head de Produtos da ABRIN, Luciana Ramos.
A Abrin, maior feira de brinquedos da América Latina está em São Paulo em sua edição de número 42º. O evento traz lançamentos e novidades para o setor que movimentou mais de R$ 10 bilhões de reais no último ano no Brasil. Uma das principais apostas do mercado é valorizar o brincar como ferramenta de desenvolvimento, aprendizagem e equilíbrio emocional das crianças.
A demanda de brinquedos que promovem acessibilidade para crianças com deficiência também é maior. São jogos e livros formulados especialmente para esse público. “A gente buscou uma parceria com o Instituto Jô Clemente, que é um instituto reconhecido por esse tipo de atendimento, para fazer uma validação de itens que desenvolvam mais habilidades para pessoas com este tipo de déficit cognitivo”, apontou a Head de Marketing e Produtos Grupo Gala, Tâmara Campos.
“Procuramos produzir materiais específicos, com cuidado, com ludicidade, a brincadeira e aprendendo e incluindo também a família”, disse a supervisora comercial do grupo On Line, Elaine Houch.
E a elaboração desse tipo de brinquedo passa pela mão também de especialistas que avaliam sua qualidade para o desenvolvimento. “Os psicólogos colocam, fazem uma avaliação de cada um desses itens. A gente coloca um um o selinho, do autismo em todos os produtos e como eles podem ser utilizados tanto pelos pais quanto pelos profissionais”, aderiu o diretor de criação da GGB, Giovani Boff.
“A gente faz reuniões, com psicopedagogas, com psicólogas. A gente conseguiu identificar que tinha uma carência muito grande, é de brinquedos que auxiliam a criança aprender as cores, os sentidos, a questão da rotina, desde a hora que ela acorda até a hora que ela vai dormir”, explicou a coordenadora de marketing da NIG, Rafaela Tavares.
A inclusão também é palavra-chave para esses materiais educativos. Nesta editora, por exemplo, alguns livros ajudam até entender o Alzheimer que o avô pode sofrer. E tem projetos educativos também nas escolas. “Nós transformamos alguns livros de inclusão em projetos educacionais para atender todas as secretarias de educação de todos os municípios do Brasil”, concluiu o diretor comercial da Vale das Letras, Enias Paschoal Júnior.




