TOCAR NAS OBRAS

Exposição de arte sacra ganha recursos de acessibilidade

Com técnicas rebuscadas e nomes nacionais de prestígio, Museu de Arte Sacra em SP carrega história

A exposição arte e sacra pra ver e sentir, reúne obras do próprio museu reconstruídas de forma adaptada para que o visitante com deficiência possa tocar nas obras, entender as legendas em braile, áudiodescrição e tradução de libras.

Reportagem de Nathália Cassiano e Leandro Iarussi

 

Enxergar a beleza e a manifestação de Deus através da arte sacra é uma experiência repleta de significado. Em São Paulo, a Exposição Itinerante “Arte Sacra para ver e Sentir” reúne réplicas de esculturas sacras dos séculos XVII ao XIX, produzidas com escaneamento digital e impressão 3D e finalizadas manualmente para manter a fidelidade estética. “Para explorar o lado histórico, contar sobre os tipos de arte sacra que nós temos, Barroco, Paulistinhas, Nós de pinho, Marfim e a parte artística que é a pintura, é a textura da peça”, disse a coordenadora do Museu do TJSP, Tatiana Ricci.

A mostra é exibida no Palácio da Justiça, na região central da capital paulista, como forma de unir arte, justiça e religião. “Por isso a parceria com o Museu de Arte Sacra foi muito bem-vinda, principalmente porque são peças que se pode tocar, então tem leitura QR Code, Libras, Braille também. Assim todos podem participar da exposição”, contou o desembargador, Octávio Augusto Machado.

As obras que mais se destacam são as de Aleijadinho. A escultura de Nossa Senhora das Dores, por exemplo, contém riqueza de detalhes e ressalta emoção e dor. Além disso, diferente das outras imagens, ela foi retratada com os pés à mostra. “Então, a gente ir aos lugares e ver a devoção das pessoas, elas podendo ali principalmente tocar nessas peças, fazerem suas orações, é de uma assim de uma gratidão ínfima que não tem preço”, reforçou a coordenadora.
A exposição propõe ao público uma experiência sensorial, inédita. A novidade é que as obras foram adaptadas para que os deficientes possam tocar, entender as legendas em Braille, audiodescrição e tradução em Libras.

“Aqui fica até o final de setembro, mas ela é aberta a todo o público, está ali aqui do ladinho do metrô da Sé e aproveitar não só para acompanhar a exposição, mas também para conhecer a história do palácio, da arquitetura que é magnífica. A gente está num prédio histórico muito representativo em São Paulo, que tem uma equipe maravilhosa aqui também para atender”, concluiu Tatiana.

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