PATRIMÔNIO CULTURAL

Espaço em São Paulo preserva memória e tradição do circo no Brasil

Exposição em São Paulo mantém viva a história e a tradição circense no país
 
Declarado patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o circo carrega histórias, talentos e uma arte que se mantém viva ao longo do tempo. Em São Paulo, um espaço público é responsável por preservar a memória circense e transmitir essas habilidades para as novas gerações.

Reportagem de Flavio Rogério e Gilberto Pereira

 

É no Largo do Paissandu, na região central da capital paulista, que a memória e a cultura do circo no Brasil permanecem vivas. 

Blue participou de uma visita educativa no espaço e só viu aumentar a sua vontade de trabalhar com essa arte. “Acredito que enquanto pessoas que eh temos o interesse em desenvolver a aptidão e a as técnicas circenses, é muito importante a gente reconhecer quem é que veio antes para reconhecer de onde é que surgem as artes cênicas, como é que ela se torna o que nós conhecemos hoje como circulou enquanto método de produção espetacular”, comentou o produtor cultural, Blue Stravinskas. 

Inaugurado em 2009, o espaço é considerado o primeiro da América Latina, dedicado exclusivamente a preservação da história e da cultura circense. “Por isso, ele tem um acervo de 80.000 documentos. E esse acervo é separado em coleções e essas coleções foram doadas pelos circenses. Então a gente tem essa missão de guardar essa memória dessas famílias de circo”, falou o coordenador do Centro de Memória do Circo, Walter de Sousa. 

No salão principal, uma linha do tempo com a história do circo, além de objetos originais de personagens marcantes e uma maquete que impressiona visitantes como o professor de malabares Alexandre. “Uma coisa que é tão efêmera, que é a arte que se faz no picadeiro, que se faz nos palcos, que só se registra nos olhos e na memória de quem assistiu quando ela consegue ser registrada e perpetuada, seja por forma audiovisual, seja por por histórias que se contam, ele é muito importante, sobretudo para essa geração que está chegando agora, que está começando a estudar circo”, ressaltou o professor de malabares, Alexandre Root. 

O espaço é dividido em quatro núcleos: acervo, formação, difusão e pesquisa. As visitas educativas são de graça e podem ser agendadas pelo site memorial circo.org.br. “Não adianta só a gente guardar a memória aqui dentro, nesse equipamento, e não fazer ela chegar à maior parte da sociedade”, concluiu ele.

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