REPROVADOS

Cursos de medicina com baixo desempenho devem ser punidos pelo MEC

Faculdade de Brasília tem uma das melhores notas, e possui um processo minucioso

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

O desempenho de parte dos cursos de Medicina no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica preocupa o Conselho Federal de Medicina. A entidade cobra provas de proficiência obrigatórias para garantir qualidade na formação e no registro profissional. De acordo com o Ministério da Educação, 32% das faculdades ficaram abaixo do esperado e serão punidas.

Dos 304 cursos de medicina avaliados, 204 alcançaram notas entre 3 e 5. Já 99 ficaram abaixo do considerado razoável para a formação médica, com notas um e dois. A avaliação é feita por estudantes do último ano do curso. 

Com um baixo desempenho, essas instituições ficam impedidas de ampliar o número de vagas e de ofertar novos contratos pelo FIES. “O nosso objetivo não é prejudicar ninguém, muito menos o aluno, que nenhum será prejudicado, mas é garantir que as universidades reflitam sobre a qualidade da sua infraestrutura, da sua monitoria”, disse o Ministro da Educação, Camilo Santana. 

O Conselho Federal de Medicina já tinha alertado o Ministério da Educação sobre a criação indiscriminada de cursos de medicina. De acordo com o CFM, quase 14.000 médicos recém-formados são de instituições com notas 1 e do nas avaliações de qualidade. A entidade defende a realização de provas de proficiência obrigatórias antes da emissão do registro médico. 

O conselheiro do CFM demonstra preocupação com a requalificação desses profissionais que já estão atuando. “Eles conseguem ser resgatados através da residência? pouco provável, porque hoje nós nem temos vagas suficientes na residência para esses profissionais. Então, veja que avaliação de cursos de medicina é importante, mas ele não inviabiliza o exame de proficiência médica”, afirmou o membro da Comissão de Ensino Médico da CFM, Alcindo Cerci Neto. 

A Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília foi uma das instituições que alcançaram grau de excelência no exame nacional de avaliação da formação médica, o Ena Média. Mais de 80% dos estudantes avaliados tiraram nota quatro em uma escala que vai até cinco. “A começar pelo processo de seleção de nossos alunos, que é extremamente rigoroso. Bons professores também enfrentam uma série de exigências para estarem lá na UnB. E o Hospital Universitário, um diferencial para nós um curso de medicina”, concluiu o professor da Faculdade de Medicina UnB, Ricardo Martins.

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