DÍVIDAS

Confira algumas dicas para evitar o atraso no pagamento das contas

As dívidas dos brasileiros vem crescendo neste ano, segundo o Banco Central, o número de inadimplentes aumentou. Fechar as contas não está tão fácil, mas a gente traz algumas dicas que podem ajudar na vida financeira.

Reportagem de Aline Imercio e Antônio Matos

Jussara diz que sempre tem as contas em dia, mas admite que fugir das dívidas em meio à alta dos preços não é fácil. Para isso, prioriza o pagamento das despesas básicas. “Eu me organizo bem e só gasto aquilo que tenho. Acho que cartão de crédito é um vilão”, disse a artesã, Jussara dos Santos. 

O endividamento dos brasileiros cresceu em 2025. É o que mostra um levantamento da Serasa. Em maio, o Banco Central também viu chegar um aumento de 0,1% no número total de inadimplentes.

Os dados do Banco Central mostram que em abril deste ano o número de famílias endividadas era de 48,9% e em maio passou para 49%. Parece pouco, mas na prática…”Esse movimento, esse percentual é estimado em aproximadamente 100.000 pessoas. O percentual de dívidas hoje que tem mais concentração tanto nas pessoas quanto nas famílias vem, infelizmente, da parte de cartão de crédito”, analisou o economista e professor da Faculdade do Comércio, Rodrigo Simões.

De acordo com especialistas em economia, para evitar o endividamento, é preciso controlar o gasto mensal. “É interessante que a família ela anote ali quais são os custos fixos da casa, da residência para poder identificar qual que é o valor mínimo que ela tem que guardar do salário ou da renda familiar para poder conseguir cumprir e não ficar em inadimplente”, retomou Rodrigo.

E se a fatura do cartão de crédito já está em atraso? “Pagar o mínimo do cartão também não é uma maneira interessante de resolver o problema, já que o crédito rotativo tem uma taxa de juros das mais altas do mercado”, apontou a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges. 

A dica é se organizar para quitar o débito. Com as contas em dia, dá até para poupar um pouco no fim do mês. “O mesmo mecanismo que funciona para o pagamento com parcelas pequenininhas, pode funcionar para montar uma reserva de emergência para você também”, concluiu a especialista.

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