Rinovírus é identificado em casos graves e autoridades reforçam cuidados para evitar a transmissão
A Fiocruz alerta para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave entre crianças e adolescentes. Aracaju está entre as capitais brasileiras que apresentam tendência de crescimento. Na cidade, o rinovírus aparece como principal vírus identificado nos casos recentes. Nossa equipe foi acompanhar o cenário e mostra quais são os sinais de alerta e como prevenir as infecções respiratórias.
Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales
Aracaju e Florianópolis estão entre as capitais brasileiras que apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para a síndrome respiratória aguda grave. Além destas cidades, Boa Vista, Cuiabá e Porto Alegre continuam com índice de atividade em alerta, mas sem sinal de crescimento. O aumento é observado principalmente entre crianças e adolescentes.
“A gente não tem sentido, a gente não tem observado, na verdade, um um crescimento alarmante, mas esse número tem sim crescido de forma gradual. Isso a gente vem observando desde o ano passado, que em 2025, o período de sazonalidade aqui em Aracaju também se estendeu pro mês de setembro. Então em 2026 aí tá se equiparando a 2025. Lembrando que os vírus respiratórios são inúmeros, são vários e todos eles podem causar, sintomas graves”, situou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Aracaju, Duanne Marcele Carvalho.
E apesar de a síndrome respiratória grave ser provocada por diferentes vírus, os exames realizados aqui em Aracaju mostram que neste momento um deles chama a atenção, o rinovírus.
Na semana epidemiológica 35, o rinovírus foi identificado em todos os casos registrados no município. Dos 88 exames RT PCR realizados no período, quase metade apresentou resultado positivo. O vírus é o mais comum, assim como o da influenza em casos de gripe.
Alguns sintomas servem de alerta para saber em que momento procurar atendimento médico.
“Todo o vírus normalmente vai começar com a febre mais aguda nos primeiros dias de sintoma. Se a febre for persistindo, passou do quinto dia, quarto dia ainda tendo febre mais persistente, aí ficar de olho e procurar uma unidade básica. Mas o principal de estar focado no olho é a falta de ar”, explicou o médico da Família, Pedro Miglio.
Dificuldade para respirar, respiração muito acelerada, lábios ou rosto arroxeados podem ser sinais de preocupação, principalmente em crianças e idosos. “Que os pais e responsáveis não levem, não mandem os seus filhos para as escolas, para a creche, porque a gente quer quebrar a cadeia de transmissão. Então, que aquelas pessoas que estão apresentando sinais e sintomas gripais fiquem nos seus domicílios mais reservadas, se precisar sair, trabalhar, fazer o que é necessário do dia a dia, que façam com toda uma responsabilidade, realizando uso de máscara, como eu disse anteriormente, realizando a lavagem das mãos e evitando a transmissão para outras pessoas”, ressaltou Duanne.




