Celebração recordou as relações diplomáticas entre a Santa Sé e o país mais católico do mundo
Deputados da Frente parlamentar Católica celebraram os 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé em uma sessão solene. Bispos da CNBB e autoridades se reuniram no plenário Ulysses Guimarães.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
Os 200 anos de relações diplomáticas do Brasil com a Santa Sé foram comemorados em 23 de janeiro. As credenciais diplomáticas brasileiras foram entregues ao Papa Leão XII em 1826. O Papa Leão XIV enviou o cardeal Lorenzo Baldisseri para representar o Vaticano nas celebrações.
“Desde os primeiros dias da formação desta querida terra da Santa Cruz e trata-se de um percurso marcado por valores compartilhados, amadurecimento institucional e cooperação contínua em favor do bem em comum”, disse o enviado pontifício, cardeal Baldisseri.
No plenário da Câmara, parlamentares e autoridades da igreja no Brasil celebraram dois séculos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. A presença católica no país, no entanto, é registrada desde o descobrimento, em 1500, e influenciou a construção da identidade do povo brasileiro.
“Este grande momento para dizer: ‘A Igreja está a serviço do povo, a Igreja no Brasil, não só 200 anos, mas até poderemos dizer 500 anos de presença da Igreja no Brasil e esses 200 anos de relações bilaterais entre Brasil e Santa Sé. Uma alegria muito grande para nós” afirmou o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers.
Dom Giambattista Diquattro, Núncio Apostólico no Brasil, leu a mensagem enviada pelo Santo Padre. “E com grande alegria que elevo a minha ação de graças aos céus pelo bicentenário das relações entre a Santa Sé e o Brasil, marco de singular importância para a nação brasileira e para a Igreja. Esta celebração ressalta a longevidade de uma amizade autêntica que soube adaptar-se às grandes transformações sociais e políticas ocorridas tanto no país quanto no mundo”, apontou ele.
O presidente da Frente Parlamentar Católica da Câmara destacou a Doutrina Social da Igreja como marco na redução das desigualdades sociais do Brasil. “Acolhimento aos mais vulneráveis. Combate à pobreza. Falamos da presença onde muitas vezes o sofrimento humano exige uma resposta imediata”, contou o deputado federal, Luiz Gastão, do Partido PSD(CE).
Padre Wagner Ferreira, presidente da comunidade Canção Nova, participou da sessão solene e recordou o acordo assinado entre Brasil e Santa Sé. “Contribuiu para que as instituições religiosas pudessem também encontrar o seu espaço na sociedade brasileira. Então, para que a Igreja no Brasil não caminhe de forma paralela com a realidade da sociedade, pelo contrário, nós somos cidadãos e, portanto, também somos chamados a exercer a nossa missão de evangelizadores, discípulos e missionários de Cristo Jesus na vida da sociedade”, concluiu padre Wagner.




