Biodiversidade e preservação de espécies é prioridade do encontro
Desta segunda-feira, 23, até domingo, o Brasil vai sediar, na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, a Conferência Sobre Espécies Migratórias, a COP15. O encontro reúne mais de 3 mil pessoas de 130 países para debater a proteção dos animais que cruzam nações em determinadas épocas do ano. Uma ampla programação vai promover debates internacionais sobre biodiversidade e proteção da fauna migratória.
Reportagem de Aline Campelo e Sanny Alves
Sob liderança do Brasil e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a COP 15 recebe até domingo governos, cientistas, organismos internacionais e a sociedade civil para debater soluções para a conservação das espécies migratórias, seus habitantes e rotas.
“Migrar é natural. Ao cruzar incontinentes, conectando ecossistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece limites entre estados”, apontou o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
No centro do debate, estratégias de proteção da biodiversidade e a adoção de formas de evitar a extinção de espécies, além de planejamento de planos de ação para espécies marinhas, aves e terrestres, com análise de propostas para inclusão e revisão de espécies aos documentos da COP 15.
É a primeira vez que o Brasil sedia o evento realizado na capital sul mato-grossense, Campo Grande, cidade de referência da biodiversidade do Pantanal Brasileiro.
O bioma cruza as fronteiras e se estende por Bolívia e Paraguai. “Hoje estamos reunidos no país que abriga a maior biodiversidade do planeta em uma região profundamente conectada aos fluxos da vida. Esse diferencial se faz acompanhar de uma grande responsabilidade”, concluiu a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.