A partida contra o Japão reuniu acolhidos na Fazenda da Esperança em Guaratinguetá no interior de São Paulo. Uma disputa com emoção do primeiro ao último minuto
Reportagem de Alan Toledo e Genilson Pacetti
Em dia de Brasil, a rotina muda, ansiedade toma conta, as camisas amarelas aparecem e por alguns instantes todos dividem a mesma expectativa. “1 a 0 classificado. É isso”, disse um torcedor.
O futebol faz mais do que reunir torcedores, aproxima histórias, fortalece amizades e mostra que, assim como em uma partida de futebol, a vida também oferece novas chances para recomeçar.
“Nesses momentos de lazer, todo mundo ontem se reuniu, vamos decorar, vamos fazer um momento bonito, vamos pensar, vamos fazer a pipoca. Então, cada um dá a sua parte para que o conjunto, para que a comunidade tenha esse momento bonito de família”, confirmou o voluntário João Carlos Simão.
Cada lance é vivido intensamente, tem atenção, nervosismo e até frustração com o gol japonês. Sorriso, abraço e muita vibração no gol da virada brasileira.
Independentemente do placar, o futebol mostra que tem um poder especial: unir pessoas, reconstruir histórias e ajudar a curar feridas da vida.
Tão valioso quanto a esperança de depois de 24 anos voltar a ver mais uma estrela no peito da seleção. “É um momento de unidade, um momento de fraternidade e principalmente união com os irmãos. É assim que faz em alguns momentos”, disse Tiago Rodrigo Coelho.
Entre vitórias e derrotas permanecem a fé, o respeito e a esperança. Valores que fazem parte da rotina de quem decidiu reescrever a própria história quantas vezes fossem necessárias.
E sabe o que a seleção brasileira tem em comum com essa galera? Um longo caminho até a tão sonhada conquista. “E a esperança que moveu esse jogo do Brasil. A esperança é a última que morre. A esperança que está no coração de cada um é a fazenda da esperança com o Brasil”, concluiu Thiago Matei.