Roberto Tannus e Ironi Spuldaro pregaram na sede da Canção Nova sobre o perdão libertador, a vigilância espiritual e os perigos do ressentimento
Thiago Coutinho
Da redação

Roberto Tannus e Ironi Spuldaro durante as pregações da manhã desta sexta-feira, 16 / Fotos: Bruno Marques
O pregador católico Roberto Tannus conduziu a pregação do Acampamento de Cura e Libertação na manhã desta sexta-feira, 16, no Centro de Evangelização, na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Sob o tema “O perdão como fonte de libertação”, Tannus conduziu a reflexão diante da assembleia. Logo após, às 11h, Ironi Spuldaro também subiu ao palco para dar continuidade às pregações do dia.
“Reter o perdão é imitar o diabo. Perdoar é imitar Cristo, que redime”, disse o pregador aos fiéis, no início de sua fala.
A origem do ódio, prosseguiu Tannus, é o diabo. O pregador recordou uma situação que viveu com uma fiel que havia reclamado de uma pregação, queixando-se de que nada dito havia tocado seu coração. Tannus, então, disse a ela que a origem daquela mágoa profunda vinha do pai e do marido. “A fisionomia dela mudou e ela me disse: ‘Meu pai abusou de mim e meu marido me traiu’.”
Tannus decidiu abraçá-la e, então, o demônio se manifestou nela. “Ela rolava pela brita, não havia como segurá-la”, recordou o pregador. “Mas o demônio já estava saindo dela. Rezamos. Ela ficou com vergonha por ter se sujado toda, mas a acalmamos e dissemos que não havia mais ninguém ali.”
A partir desse ponto, Tannus incentivou a fiel a perdoar aquelas pessoas que lhe causaram tanta aflição ao longo da vida. “Perdoar não significa concordar com o mal que a pessoa fez. Não é isso. Talvez o perdão, inclusive, que você dará não trará uma reconciliação, não será possível, para que você não seja ferida novamente”, aconselhou o pregador.
Pai, perdoa-lhes
A dimensão do ato de perdoar remete, inclusive, a Jesus Cristo na cruz. Naquele momento, recordou Tannus, Jesus disse a Deus: “Pai, perdoa-lhes”. “Jesus, para perdoar, olhou para o Pai, para o alto, não para baixo”, afirmou. “O perdão começa quando olhamos para o Pai, perfeito, amoroso, que perdoa nossas faltas o tempo todo”, observou.
Voltando à história da fiel, além de perdoar o pai, Tannus a aconselhou a perdoar o marido que a havia traído. “O rancor dá lugar ao demônio”, ponderou. “O ressentimento é uma porta aberta para o demônio entrar”, acrescentou.
Pequenas concessões podem levar a quedas
Às 11h, foi a vez de Ironi Spuldaro subir ao palco do Centro de Evangelização. Sob o tema “Pequenas concessões podem te levar a grandes quedas”, Spuldaro falou sobre os pequenos milagres que nos cercam e os acertos de Deus na vida das pessoas — desde que elas O permitam entrar. “Aquele que é fiel nas coisas pequenas também o será nas grandes”, frisou o pregador.
Spuldaro também falou sobre a necessidade de vigilância espiritual. Vigiar é prestar atenção àquilo que acontece dentro de cada um de nós, explicou. “Quais pensamentos estou alimentando? Que tipo de ambientes frequento? Que tipos de conversa tenho aceitado? Que conteúdos permito em minha mente por meio das redes que acesso?”, questionou.
“Por isso precisamos cuidar das pequenas coisas”, prosseguiu. “Uma pequena rachadura, se não for reparada, pode romper uma estrutura inteira.”
O Acampamento de Cura e Libertação segue até este domingo, 18. Para conferir mais detalhes sobre a programação, clique aqui.




