Ao receber membros do Sínodo dos Bispos da Igreja Greco-Melquita de Antioquia em audiência, Leão XIV anunciou concessão de bolsas de estudos a jovens no Oriente Médio
Da Redação, com Vatican News

Foto: Alessia Giuliani/IMAGO/Catholic Press Photo via Reuters
“Vocês são sementes de comunhão em terras marcadas pela violência”. Foi com essas palavras que o Papa Leão XIV encorajou os membros do Sínodo dos Bispos da Igreja Greco-Melquita de Antioquia, recebidos em audiência no Vaticano neste sábado, 10.
Durante sua fala, o Pontífice destacou que a fé não pode permanecer apenas na mente, mas precisa penetrar o coração e transformar-se em caridade concreta: partilhar o alimento com quem tem fome, oferecer educação e assistência à saúde, acompanhar os que sofrem e fazer da Igreja “um farol — a luz de Cristo”.
O Santo Padre voltou o olhar, de modo particular, para as comunidades greco-melquitas presentes em regiões atingidas por conflitos. “Em muitas das terras tradicionalmente ligadas à sua Igreja, os fiéis são afligidos pela guerra, pela instabilidade, pelo extremismo religioso e pelas dificuldades econômicas. Por meio de vocês, gostaria de dizer à sua amada Igreja: estou próximo de vocês. Toda a Igreja Católica está com vocês”, expressou.
Leão XIV recordou também as feridas que levam muitos cristãos a deixar sua terra em busca de trabalho, segurança e proteção diante dos perigos e, em alguns casos, da perseguição. Nesse contexto, ressaltou a vocação da Igreja Greco-Melquita de ser “testemunha de reconciliação e de paz em terras devastadas pelos conflitos”.
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Guardiões da comunhão
Ao falar do próprio Sínodo como “guardião da comunhão”, o Papa insistiu na responsabilidade dos bispos de cultivar a colegialidade episcopal e de não permitir que interesses pessoais prevaleçam sobre o serviço à Igreja: “Devemos estar sempre vigilantes para não cair na tentação de nos colocarmos acima dos outros, buscando o poder em vez do serviço, o lucro em vez da transparência e da honestidade, e o sucesso pessoal em vez do cuidado pastoral”, salientou.
“O Espírito Santo nos impele a trabalhar e a rezar pela unidade que ajudará todos a reconhecer que Cristo está em nosso meio”, prosseguiu o Pontífice. “A expressão mais eloquente da nossa fé e a comunicação mais clara da Boa-Nova àqueles que não conhecem Cristo acontecem quando tomamos a nossa cruz e escolhemos manifestar o amor nos momentos em que sentimos medo, raiva ou sofrimento”, indicou.
Bolsas de estudos
Diante das perseguições sofridas pelos cristãos nessa região, o Santo Padre reiterou o compromisso da Sé Apostólica e explicou que, graças à generosidade de muitos, estão sendo disponibilizadas bolsas de estudo para fiéis da Síria, do Líbano e do Iraque, com o objetivo de favorecer o acesso à educação católica e oferecer ajuda às novas gerações.
“Nosso objetivo é apoiar os jovens, para que as famílias cristãs tenham a ajuda necessária para permanecer no Oriente Médio e manter viva a presença cristã”, concluiu Leão XIV.
Tais bolsas de estudos foram citadas em um comunicado à imprensa publicado pelo Dicastério para as Igrejas Orientais também neste sábado, 10. O texto registra que, “com este sinal de preocupação paternal pelas crianças, adolescentes e jovens e suas famílias, o Papa Leão XIV pretende demonstrar a sua proximidade e a de toda a Igreja Católica aos fiéis profundamente afetados pelos conflitos e pela instabilidade que esses países sofrem há muito tempo”.




