Durante o Angelus de domingo, o Papa Leão reflete sobre a misericórdia de Deus e recorda São Francisco de Assis no oitavo centenário de sua morte
Da redação, com Vatican News

O carisma de São Francisco, ressaltou o Papa, continua a dar frutos / Foto: Matteo Pernaselci – Vantican Media – Handout via Reuters
“Deus jamais descarta as nossas vidas!” — assegurou o Papa aos fiéis durante a oração do Angelus no domingo, ocasião em que lembrou que nem mesmo a rejeição e a violência podem frustrar a vontade salvífica de Deus.
Dirigindo-se aos presentes na Praça de São Pedro, o Papa refletiu sobre a parábola evangélica da vinha, que lança luz sobre a vida e a missão de Jesus. Recordou também São Francisco de Assis, no oitavo centenário de sua morte, apresentando o seu testemunho de fé e amor fraterno como um caminho para a renovação da Igreja e a construção da paz.
São Francisco, homem de oração ardente
De acordo com a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja, que podemos construir ou prejudicar com as nossas escolhas:
“A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco edificou, antes de mais, a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até ao sinal místico dos estigmas.”
O Santo Padre o definiu um “homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos”, um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. “São Francisco reparou-a em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as fissuras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.”
O carisma de São Francisco, ressaltou o Papa, continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, exortou, “enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a concórdia entre os povos”.
Ao concluir, pedindo a intercessão de Maria Santíssima, Leão XIV convidou os presentes a se unirem espiritualmente aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a Súplica à Virgem do Santo Rosário.




