Falta de capacitação interfere em resultado de obras e acaba gerando construções mais caras
A construção civil segue abrindo vagas de emprego pelo país. Mas encontrar profissionais para algumas funções ainda é um desafio. As empresas buscam novas formas de atrair e manter trabalhadores no setor.
Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo
Há 11 anos trabalhando na construção civil, Pedro já passou por três cargos até chegar ao de pedreiro. “Eu entrei como servente, o normal ajudante. Trabalhei como meio oficial de bombeiro hidráulico e meio oficial de eletricista também. Só que como a demanda de pedreiro está tão grande, preferi entrar na na área de pedreiro. Eu tenho sonhos, eu tenho vontade de ser o encarregado, de ser engenheiro, mão de obra”, contou Pedro Caetano.
Para quem olha uma obra assim, o que não falta é trabalho. O problema é que parte dessa mão de obra está cada vez mais difícil de encontrar. Um desafio que já preocupa o setor da construção civil. “E isso vai acarretar em construções mais caras, atrasos em obras, dificuldade na contratação de equipes”, explicou a engenheira civil, Lorena Nunes.
Para facilitar as contratações, as empresas do setor estão apostando cada vez mais em salários, benefícios e a possibilidade de crescimento do profissional dentro da empresa. “Mas a gente precisa amplificar é a oportunidade de crescimento, é fazer com que esses jovens sejam formados dentro da empresa, se qualifiquem e consigam ver a carreira deles ali dentro da construção civil”, ressaltou a supervisora de RH, Daniela Maia.
Mesmo com as dificuldades para contratar, dados do novo CAGED, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego apontaram que o setor da construção civil segue gerando empregos. De janeiro a junho deste ano, o setor cresceu 5,7% em empregos formais, com a criação de quase 169.000 vagas, quase a metade ocupada pelos jovens.
“O salário médio de admissão no setor da construção civil foi acima de R$ 2.600 por mês, enquanto a média de todas as atividades é R$ 2.400. Hoje, para todos os segmentos de atividade, inclusive para a construção civil, trabalha-se para o quê? Para manter o jovem nesse mercado de trabalho de cada segmento, evitando a maior atividade”, concluiu a economista Chefe da Sinduscon(MG), Ieda Vasconcelos.




