Leão XIV escreveu carta ao seu enviado em missão ao país do leste europeu no próximo domingo, 19, e citou defesa da fé na região ao longo dos séculos
Da Redação, com Vatican News

Santuário Nacional de Nossa Senhora do Escapulário, em Berdychiv, receberá enviado do Papa Leão XIV / Fotos: Did Panas via Wikimedia Commons | Stefano Costantino/SOPA Images via Reuters
A Santa Sé divulgou neste sábado, 11, uma carta do Papa Leão XIV ao secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano, Dom Paul Richard Gallagher.
O arcebispo foi nomeado pelo Pontífice como seu enviado especial à Ucrânia, em missão que acontecerá no próximo domingo, 19. A Igreja no país comemora os 35 anos da restauração das estruturas da Igreja de rito latino, com celebrações no Santuário Nacional de Nossa Senhora do Escapulário, em Berdychiv.
Na carta escrita em latim, o Santo Padre retoma as palavras da missiva enviada pelo Papa Gregório IX, em 1234, ao clero e aos fiéis de rito latino residentes no território da atual Ucrânia. Nela, afirmava-se que a Igreja dedica particular benevolência aos “filhos devotos e humildes e, para que não sejam atormentados pelas vexações dos homens perversos, protege-os com a defesa de sua tutela materna”.
Tais filhos, prosseguia a missiva, “inflamados pelo zelo da fé e da devoção, ergueram uma barreira de defesa para a expansão do culto do Nome divino e, por isso, sofreram frequentemente perseguições, danos e saques por parte dos perseguidores da fé cristã, que continuamente lhes armavam ciladas”.
“Vigoroso testemunho de fé”
Nos séculos seguintes, prossegue Leão XIV, o clero e os fiéis católicos que viviam naquela terra ofereceram um “vigoroso testemunho de fé” nos diversos acontecimentos da história, sobretudo no século XX. Ao término da Segunda Guerra Mundial, “a Ucrânia foi submetida a um regime inspirado pela ideologia soviética”.
Naquele período, “a Igreja Católica naquela região foi submetida a uma cruel perseguição organizada e executada pelo poder civil, que tinha como objetivo a sua completa extinção entre o povo”. Posteriormente, a comunidade eclesial do país europeu “reencontrou vida e desenvolvimento”, chegando a celebrar o 35º aniversário da reconstituição de suas instituições.
Por fim, a carta do Papa confere a Dom Gallagher a faculdade de presidir, no Santuário Nacional de Berdychiv, os ritos litúrgicos previstos, recomendando que se reze por todos os fiéis ucranianos, vivos e falecidos, que sofrem ou sofreram “profundamente por causa da brutalidade da guerra”. Além disso, o Pontífice pede que os participantes sejam exortados a “implorar a paz para o mundo e para as famílias, bem como a conservar a fidelidade aos mandamentos de Deus”.




