CONVIVÊNCIA

Ambiente da Assembleia Geral da CNBB é de fraternidade

Momentos de descontração com bispos de todo Brasil com muita união e música

Além de ser uma oportunidade de reflexão sobre importantes temas que cercam a Igreja no Brasil, a Assembleia Geral da CNBB também é um ambiente de fraternidade. A convivência dos bispos também é animada com música.

Reportagem de Emerson Tersigni e Messias Junqueira

 

Em tempos de Assembleia Geral, é comum ver a movimentação intensa nos corredores do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho. É um vai e vem dos que fazem parte da assembleia frenético e necessário. 

E em meio a tantas responsabilidades, é possível se ocupar com uma atividade, digamos, mais descontraída nesse tempo? A resposta é sonorizada. “A música, ela também surpreende. Deus sempre nos surpreende. Quando eu fui estudar no Pio Brasileiro como padre, eu estava ali tocando e um amigo meu, ele disse assim: ‘Olha, me perdoe, eu não sabia que você tocava’”, relembrou o bispo de Floriano(PI), Dom Júlio César Souza de Jesus. 

Seja na Igreja ou nos demais ambientes sociais, o dom da musicalidade tem a graça de alcançar corações e motivar a caminhada. Para os bispos músicos, soltar a voz representa comunhão, alegria e celebração da vida. 

Ao menos uma vez durante a assembleia, a recepção de um dos hotéis de Aparecida se torna espaço de convívio e fraternidade. “Foi quando Dom Walmor era o presidente da CNBB e me convidou. A falou: ‘Vai lá, Dom Fernando Rifan, anima a assembleia, toca um pouquinho de acordeon’. Aí eu comecei e cantando as musiquinhas com os bispos e eles vieram, gostaram muito e toda assembleia já há vários anos nós fazemos esse encontro”, recordou da administração apostólica São João Maria Vianney, Dom Fernando Rifan. 

E o que dizer do repertório? Ele é escolhido a dedo e conta com a contribuição dos senhores bispos. “Canto aquelas músicas aí do sertão, ‘Asa Branca’, essas músicas todas aí de Goiás, de Mato Grosso, eles gostam muito. Música em italiano”, partilhou ele.

“Sou da da música que conta a história. Conta a história de um povo. Conta a história do caipira, conta a história do homem da roça”, contou o bispo emérito de Lages(SC), Dom Guilherme Werlang. 

Os bispos não formam apenas um grupo religioso. Mais que amigos, eles são irmãos de uma família chamada Igreja Católica. Até porque o objetivo final é sempre um: amar como Jesus amou e torná-lo conhecido e amado. “Muitas pessoas acham que o bispo é mais extraterrestre do que propriamente um igual aos demais. Nós somos bispos com a Igreja e para a Igreja. Ele também sabe se divertir. Ele também sabe se alegrar, ele também comunica. São Paulo diz: ‘Alegrai-vos no Senhor’. Eu repito, alegrai-vos sempre do Senhor”, frisou ele.

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