A Santa Sé “não participará do Conselho de Paz devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados”, declarou o cardeal
Da redação, com Vatican News

Foto: Victória Holzbach / CNBB
A Santa Sé “não participará do Board of Peace” devido à sua particular natureza, que claramente não é a de outros Estados”. Esta é a posição expressa pelo cardeal secretário de Estado Pietro Parolin, à margem do encontro bilateral em Roma com o Governo Italiano no Palácio Borromeo, sede da Embaixada da Itália junto à Santa Sé, por ocasião do aniversário da assinatura dos Pactos de Latrão. Também presente no encontro o presidente da República, Sergio Mattarella.
Importante dar uma resposta
Interpelado pelos jornalistas sobre o fato de que a Itália participará como observadora no Board of Peace, Parolin observou que “há pontos que deixam um tanto perplexos. Há algumas questões críticas que teriam necessidade de encontrar explicações. O importante, acrescentou o cardeal, é que está sendo feita uma tentativa de dar uma resposta. No entanto, para nós, há algumas questões críticas que deveriam ser resolvidas.” “Uma preocupação é que, em nível internacional, seja principalmente a ONU a administrar estas situações de crise. Este é um dos pontos que temos insistido.”
Pessimismo em relação à Ucrânia
O cardeal Parolin também expressou preocupação com a guerra na Ucrânia, poucos dias antes do quarto aniversário do início do conflito. Este aniversário também foi acompanhado por intensos bombardeios à infraestrutura energética em Kiev e outras cidades. Para o cardeal, “há muito pessimismo em relação à Ucrânia”. De ambos os lados, não parece ter havido nenhum progresso real em relação à paz, e é trágico que, depois de quatro anos, ainda se esteja neste ponto… Espera-se que estas negociações possam produzir algum progresso, mas parece-me que não há muitas esperanças e muitas expectativas.”
Agradecimento à Itália pela atenção dada a questões caras à Igreja
O secretário de Estado do Vaticano também falou das boas relações com o governo italiano, enfatizando que, durante o encontro bilateral, “houve, sobretudo, um agradecimentos” por parte da Santa Sé “pela atenção que o Governo tem dado a muitas questões caras à Igreja, especialmente questões sociais, como provisões e apoio à família, educação, pessoas com deficiência e sistema prisional. Estas são questões sobre as quais existem grupos de trabalho que dizem respeito diretamente à CEI e nas quais já se têm registado progressos.”




