Na missa do 30º Dia Mundial da Vida Consagrada, Papa propôs aos consagrados as figuras de Simeão e Ana, ícones da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV durante missa na Basílica de São Pedro na Festa da Apresentação do Senhor / Foto: REUTERS/Vincenzo Livieri
O Papa Leão XIV presidiu a missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, na Basílica de São Pedro, nesta segunda-feira, 2, Festa da Apresentação do Senhor.
Em sua homilia, o Papa destacou que Simeão e Ana reconheceram, no Templo, Jesus como o Messias. Este é um encontro entre dois movimentos de amor: Deus que vem salvar o homem e o homem que, com fé vigilante, espera a sua vinda.
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.: Íntegra da homilia do Papa
Leão XIV também observou o fato de Jesus ter sido apresentado no grande cenário de Jerusalém como filho de uma família pobre. Isso mostra, segundo o Pontífice, como Ele se oferece à humanidade, respeitando plenamente sua liberdade e partilhando totalmente a sua pobreza. Com efeito, não há nada de coercitivo nas suas ações, mas apenas o poder desarmante da sua gratuidade desarmada.
Nos dois anciãos – Simeão e Ana – a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, uma longa história de salvação marcada por luzes e sombras, mas sempre percorrida pelo desejo vital de restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador.
“Celebramos o XXX Dia da Vida Consagrada com base neste episódio, reconhecendo nele um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: ‘Espero que “desperteis o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia’. Queridos irmãos e irmãs, a Igreja pede-vos para serdes profetas: mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho.”
Testemunhar Deus
O Papa recordou que os fundadores e fundadoras dos institutos lançaram-se em iniciativas arriscadas, tornando-se presença orante em ambientes hostis e indiferentes. Ainda hoje, eles são chamados a testemunhar que Deus está presente na história como salvação para todos os povos.
“Sois chamados a testemunhar que, antes de tudo, o jovem, o idoso, o pobre, o doente, o prisioneiro têm o próprio lugar sagrado ao seu Altar e no seu Coração e, ao mesmo tempo, que cada um deles é um santuário inviolável da sua presença”, afirmou.
Exemplo disso são aqueles que o Papa chamou de “baluartes do Evangelho”, presentes em muitas comunidades, que permanecem mesmo em contextos desafiantes e onde retumbam as armas.
O Pontífice lembrou, por fim, que Cristo morreu e ressuscitou para libertar aqueles que, por medo da morte, passavam toda a vida dominados pela escravidão. Empenhados em seguir Jesus mais de perto, os consagrados podem mostrar ao mundo, na liberdade de quem ama e perdoa sem medida, o caminho para superar conflitos e semear fraternidade.
“Queridas consagradas e queridos consagrados, a Igreja agradece, hoje, ao Senhor e a cada um a vossa presença, e encoraja-vos a ser, onde quer que a Providência vos envie, fermento de paz e sinal de esperança. Confiemos a vossa obra à intercessão de Maria Santíssima e de todos os vossos santos Fundadores e Fundadoras, enquanto juntos renovamos sobre o Altar a oferta da nossa vida a Deus.”, concluiu.




