NOVA EVANGELIZAÇÃO

Em mensagem, Papa destaca oportunidades de evangelização na África

Leão XIV enviou mensagem por ocasião de assembleia da Associação das Conferências Episcopais da Região da África Central e pediu por caminho sinodal

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra cinco homens em pé, dos quais quatro estão com vestes episcopais (dois são bispos e dois são cardeais) e o quinto, ao centor, veste paletó azul.

Cardeais Michael Czerny e Fridolin Ambongo participam da 13ª Assembleia Geral da Acerac / Foto: Arquidiocese de Jamena

A Santa Sé divulgou nesta quinta-feira, 29, uma mensagem do Papa Leão XIV aos participantes da 13ª Assembleia Geral da Associação das Conferências Episcopais da Região da África Central (Acerac), entre eles o presidente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e de Madagascar (Secam), Cardeal Fridolin Ambongo, e o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Michael Czerny.

No texto, assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o Pontífice reconhece que cada parte do mundo carrega consigo feridas que a aflige. Na África Central, há o “tribalismo”, os conflitos “interétnicos” e as divisões que atravessam os núcleos familiares. Ao lado dessas lacerações, convivem, no entanto, culturas ricas e plurais, chamadas a tornar-se terreno fértil para o anúncio da Palavra de Deus.

Segundo o Santo Padre, não se trata de “adaptar o Evangelho ao mundo”, mas de iniciar uma “nova evangelização” capaz de falar aos corações e gerar reconciliação. Os encontros regulares da Acerac alimentam a “cooperação mútua”, aumentando as verdades cristãs e desenvolvendo relações com outras comunidades religiosas e autoridades civis e ajudando a tornar presente o Evangelho na cultura e no tecido social, promover a tutela da vida humana, a paz e a justiça e cuidar das pessoas vulneráveis vítimas dos conflitos.

Ecclesia in Africa

Leão XIV recorda ainda que a Exortação Pós-sinodal Ecclesia in Africa completa 31 anos. O documento afirma que o continente vive “o que pode ser definido como um sinal dos tempos, um momento propício, um dia de salvação”. A comunidade eclesial local, de fato, é uma realidade “viva, forte e dinâmica”, e as palavras da exortação permanecem plenamente atuais diante dos desafios de hoje.

“Como pastores, como Família de Deus, vocês se deparam com urgências que se apresentam com particular acuidade em seu trabalho pastoral. Um âmbito importante é aquele da inculturação da fé. Não se trata de adaptar o Evangelho ao mundo, mas de encontrar em cada cultura as formas apropriadas para anunciar a Palavra que não passa, fecundando e servindo a existência humana”, afirma o Papa.

Conflitos, divisões e “tribalismo” são feridas a serem enfrentadas com a reconciliação e a paz inerentes ao Evangelho. Na Ecclesia in Africa, São João Paulo II escreve: “a nova evangelização terá como objetivo edificar a Igreja-família, excluindo todo etnocentrismo e todo particularismo excessivo, promovendo a reconciliação e uma verdadeira comunhão entre as diferentes etnias, favorecendo a solidariedade e a partilha de pessoal e recursos entre as Igrejas particulares, sem considerações indevidas de ordem étnica”.

Caminho sinodal

O Santo Padre aponta que um caminho sinodal exige dos pastores a vontade de se aproximar do povo que lhes foi confiado, praticando a escuta, a compaixão e a benevolência. “Que vocês possam ouvir a voz dos numerosos jovens que arriscam a vida para ter melhores condições de vida, a fim de que participem ativamente na vida da sua nação e da Igreja”, exorta.

“As comunidades de vocês também são abaladas pela crise dos refugiados e deslocados”, prossegue Leão XIV. “Sejam para eles o Cristo que se inclina sobre suas situações dolorosas para curá-los e dar-lhes o pão da consolação”, conclui

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