HOMILIA

Papa: cada dia pode ser início de uma nova vida graças ao amor de Deus

Ao celebrar a Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, Leão XIV destacou o amor divino e a confiança humana que encontra exemplo no “sim” de Nossa Senhora

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

A imagem ilustra o Papa Leão XIV sentado em sua cátedra durante uma Missa. Ele veste casula e mitra brancas, além do pálio.

Papa Leão XIV celebrou a Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus / Foto: Marco Iacobucci/IPA/Sipa USA via Reuters Connect

Na Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Basílica de São Pedro nesta quinta-feira, 1º. A data, que abre o ano civil, também marca a comemoração do Dia Mundial da Paz.

O Pontífice iniciou sua homilia refletindo sobre a Primeira Leitura da Liturgia do dia (Nm 6,22-27). Nela está expressa uma “bênção belíssima”, que sublinha a dimensão sagrada e fecunda do dom na relação entre Deus e o povo de Israel.

Cada dia pode ser, para cada um de nós, o início de uma nova vida, graças ao amor generoso de Deus, à sua misericórdia e à resposta da nossa liberdade.
– Papa Leão XIV

Foi graças à intervenção de Deus e à resposta generosa de Moisés que os hebreus foram libertos do Egito, aponta o Santo Padre. Se muitas das certezas do passado haviam se perdido no deserto, em troca o povo recebeu a liberdade que se concretizava em um caminho aberto para o futuro.

“É bonito pensar deste modo o ano que começa: como um caminho aberto, a descobrir, no qual por graça nos podemos aventurar, livres e portadores de liberdade, perdoados e doadores de perdão, confiantes na proximidade e na bondade do Senhor que sempre nos acompanha”, expressou Leão XIV.

Maria, modelo de confiança em Deus

O Papa ressaltou que a celebração da Divina Maternidade de Maria recorda como o “sim” de Nossa Senhora contribuiu para dar um rosto humano à Fonte de toda a misericórdia e benevolência: o rosto de Jesus, por meio do qual o amor do Pai alcança e transforma a humanidade.

“Por isso, no início do ano, encaminhando-nos para os dias novos e únicos que nos esperam, pedimos ao Senhor que em cada momento sintamos, à nossa volta e sobre nós, o calor do seu abraço paterno e a luz do seu olhar benevolente, para compreendermos sempre mais e termos constantemente presente quem somos e a que fim maravilhoso nos dirigimos”, afirmou o Pontífice.

Citando Santo Agostinho, Leão XIV mencionou uma das características fundamentais do rosto de Deus: a total gratuidade do Seu amor, apresentado como um recém-nascido no berço. “Tudo isto para nos ensinar que o mundo não se salva afiando espadas, julgando, oprimindo ou eliminando os irmãos, mas sim esforçando-se incansavelmente por compreender, perdoar, libertar e acolher todos, sem cálculos nem medos”, completou.

É este rosto, prosseguiu o Santo Padre, que Maria deixou que se formasse e crescesse no seu ventre, que ela anunciou e acompanhou, mudando também a sua vida. “Para o fazer, também ela depôs todas as defesas, renunciando a expectativas, pretensões e garantias, como as mães sabem fazer, consagrando sem reservas a sua vida ao Filho que por graça tinha recebido, para que Ela, por sua vez, o doasse de novo ao mundo”, indicou o Papa.

Recordar e testemunhar os prodígios do Senhor

A imagem ilustra o Papa Leão XIV, de costas, observando uma imagem de Nossa Senhora da Esperança. O Pontífice usa vestes litúrgicas brancas e traz a cruz processional em sua mão esquerda. A imagem de Nossa Senhora traz o Menino Jesus no braço esquerdo e uma âncora dourada na mão direita.

Papa Leão XIV diante da imagem de Nossa Senhora da Esperança na Basílica de São Pedro / Foto: Joyce Mesquita

Leão XIV enfatizou que, na Maternidade Divina de Maria, encontram-se duas realidades “imensas e desarmadas”: a de Deus, que renuncia aos privilégios da Sua divindade para nascer segundo a carne, e a da pessoa, que com confiança abraça a Sua vontade.

Encerrando sua homilia, o Pontífice convidou os fiéis a se aproximarem com fé ao Presépio, “lugar por excelência da paz ‘desarmada e desarmante’”, para recordar os prodígios que o Senhor realizou na história de salvação da humanidade e testemunhar os feitos de Deus. “Que seja este o nosso compromisso e propósito para os próximos meses e para toda a nossa vida cristã”, concluiu.

Leia mais
.: Homilia do Papa Leão XIV na íntegra

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