CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

Mantenhamos os olhos fixos para caminharmos juntos, afirma o Papa

Dando sequência à sua primeira viagem apostólica, Leão XIV celebrou uma missa na qual centrou sua homilia na força do ecumenismo e união das comunidades não cristãs

Thiago Coutinho
Da redação

Papa Leão XIV preside a Santa Missa na Arena Volkswagen, durante sua primeira viagem apostólica, em Istambul / Foto: Umit Bektas – Reuters

O terceiro dia da Viagem Apostólica de Leão XIV à Turquia e o Líbano, a primeira de seu pontificado, seguiu com uma missa celebrada da Volkswagen Arena, em Istambul.

Em sua homilia, o Santo Padre recordou Santo André, “Apóstolo e Padroeiro desta terra”. “Ao mesmo tempo, iniciamos o Advento, preparando-nos para reviver, no Natal, o mistério de Jesus, Filho de Deus, gerado, não criado, consubstancial ao Pai”, contextualizou o Santo Padre.

Em seguida, Leão XIV pediu aos fiéis e presentes que ouvissem o que sugere a Liturgia da primeira leitura (cf. Is 2, 1-5), “uma das páginas mais belas do livro do profeta Isaías”. “Gostaria, pois, que meditássemos sobre o nosso ser Igreja, detendo-nos em algumas imagens contidas neste texto”, prosseguiu Leão XIV. “A primeira é a do monte ‘mais alto de todos’. Ela nos lembra que os frutos da ação de Deus em nossa vida não são um dom apenas para nós, mas para todos. A beleza de Sião, cidade sobre o monte, símbolo de uma comunidade renascida na fidelidade que se torna sinal de luz para homens e mulheres de todas as origens, lembra-nos que a alegria do bem é contagiante”.

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Há, neste contexto todo, segundo o Santo Padre, um convite de renovação da fé, baseada na força do nosso testemunho. “Caríssimos, se queremos realmente ajudar as pessoas que encontramos, vigiemos sobre nós mesmos, como nos recomenda o Evangelho: cultivemos a nossa fé com a oração e os Sacramentos, vivamo-la coerentemente na caridade, rejeitemos — como nos disse São Paulo na segunda leitura — as obras das trevas e vistamos as armas da luz”, ponderou o Sucessor de Pedro.

Vínculo ecumênico

Reforçando o caráter ecumênico de sua viajem, o Pontífice observou, em sua homilia, que um segundo vínculo da comunhão é o ecumenismo, “comprovado
pela presença dos Representantes de outras Confissões, a quem saúdo com vivo reconhecimento”, ponderou Leão XIV.

“Com efeito, a mesma fé no Salvador une-nos não só entre nós, mas também com todos os irmãos e irmãs pertencentes a outras Igrejas cristãs. Experimentámo-lo ontem, na oração em İznik”, asseverou o Bispo de Roma. “Por isso, enquanto pedimos, com as palavras do Papa João, que «se realize o grande mistério daquela unidade, que Jesus Cristo pediu com oração ardente ao Pai celeste, pouco antes do seu sacrifício, renovamos hoje o nosso ‘sim’ à unidade”, reiterou.

Por fim, o Papa ressaltou um último e teceiro vínculo sob o qual a Palavra de Deus remete aos membros de comunidades não cristãs. “num mundo em que, com demasiada frequência, a religião é usada para justificar guerras e atrocidades. No entanto, sabemos que, como afirma o Concílio Vaticano II, de tal maneira estão ligadas a relação do homem a Deus Pai e a sua relação aos outros homens seus irmãos, que a Escritura afirma: ‘quem não ama, não conhece a Deus'”.

“Por isso”, finalizou o Pontífice, “mantenhamos sempre os olhos fixos nas suas margens, para amar a Deus e aos irmãos com todo o coração, para caminharmos juntos e para que possamos nos reencontrar, um dia, todos na casa do Pai”.

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