Bento XVI

"Deus não domina, antes ama sem medidas", explica Papa

O Papa Bento XVI presidiu a Santa Missa em sufrágio dos Cardeais e Bispos falecidos durante o ano nesta quinta-feira, 4, às 11h30 (em Roma – 8h30 no horário de Brasília).

"Deus não domina, antes ama sem medidas. Não manifesta a sua onipotência no castigo, mas na misericórdia e no perdão. Compreender tudo isso significa entrar no mistério da salvação: Jesus veio para salvar e não para condenar; com o Sacrifício da Cruz, ele revela o rosto de amor de Deus", destacou.

Os membros do Colégio Cardinalício concelebraram a cerimônia, que aconteceu no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana.

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.: Homilia do Papa na Missa em sufrágio de cardeais e bispos falecidos

O Santo Padre citou nominalmente os
falecidos Cardeais Peter Seiichi Shirayanagi, Cahal Brendan Daly, Armand Gaétan Razafindratandra, Thomáš špidlik, Paul Augustin Mayer, Luigi Poggi, além de também se referir aos "numerosos Arcebispos e Bispos que nos deixaram ao longo do último ano".

O Pontífice explicou que a renovação em Cristo acontece no íntimo da pessoa: "enquanto continua a luta contra o pecado, é possível progredir na virtude, buscando dar uma resposta plena e pronta à Graça de Deus".

Ao falar sobre a exortação de São Paulo na Carta aos Colossenses – "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto" (3, 1) -, Bento XVI explicou que isso "não significa dizer que o cristão deva descuidar das suas obrigações e compromissos terrenos, mas sim que não deve se perder em meio a esses, como se tivessem um valor definitivo".

Nesse contexto, a vida eterna apresenta-se como dom divino concedido à humanidade: "a comunhão com Deus neste mundo e a sua plenitude naquele futuro. A vida eterna nos foi aberta pelo Mistério Pascal de Cristo e a fé é a via para alcançá-la", salientou.

Logo a seguir, o Bispo de Roma recordou que a Cruz, até então sinal de condenação e morte, através da paixão de Jesus, "torna-se sinal de redenção, de vida, de vitória, em que, com o olhar da fé, podem-se entrever os frutos da salvação".

Finalmente, o Papa abordou o diálogo de Jesus com Nicodemos relatado pelo evangelista São João – "De fato, Deus tanto amou o mundo que deu a ele o seu Filho unigênito" (3, 16):

"Os verbos 'amar' e 'dar' indicam um ato decisivo e definitivo que expressa a radicalidade com que Deus aproximou-se do homem no amor, até o dom total. […] É uma palavra que remove completamente a ideia de um Deus distante e estranho ao caminho do homem, e revela, mais que tudo, o seu verdadeiro rosto: Ele nos deu o seu Filho por amor, para ser o Deus próximo, para fazer-nos sentir a sua presença, para vir ao nosso encontro e levar-nos ao seu amor, de modo que toda a vida seja animada por esse amor divino".

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