Busca pela paz

Cardeal Parolin: esperamos um sinal de Moscou para dialogar

Secretário de Estado do Vaticano reafirmou o desejo expresso pelo Papa de encontrar pessoalmente o presidente Putin para chegar a uma solução para o conflito na Ucrânia

Da redação, com Vatican News

Cardeal Pietro Parolin /Foto: Basilica of Our Lady of Guadalupe via CNA

Após a repercussão da fala do Papa Francisco em entrevista divulgada na última terça-feira, 3, pelo jornal italiano Corriere della Sera, foi a vez do secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, afirmar:

“Francisco está pronto para voar até Moscou, a Santa Sé está pronta para fazer todo o possível para deter a guerra, espera-se somente um sinal de abertura por parte da Rússia.”

O purpurado deu a declaração no final da tarde desta quarta-feira, 4, na apresentação do livro de Cesare Catananti, “La scomunica ai comunisti”.

Protagonistas e antecedentes nos jornais do Santo Ofício (A excomunhão dos comunistas. Protagonistas e antecedentes nos documentos do Santo Ofício), o cardeal Parolin falou por alguns minutos com jornalistas, que lhe pediram que comentasse as últimas palavras do Pontífice.

Porta aberta para o diálogo

“Penso que, neste momento, não há outros passos a serem dados. O Santo Padre se ofereceu para ir a Moscou, para se encontrar pessoalmente com o presidente Putin. Estamos esperando que eles nos digam o que querem, o que pretendem fazer. Não creio que haja mais medidas a serem tomadas por parte do Santo Padre”, disse o cardeal.

Segundo Dom Parolin, a porta está bem aberta para a possibilidade de iniciar um diálogo construtivo que possa fazer silenciar as armas que vêm martelando a Ucrânia há mais de dois meses.

Na entrevista ao jornal italiano, Francisco havia recordado a carta enviada pelo Secretário de Estado ao Kremlin na esperança de que o presidente russo concedesse uma janela de oportunidade para o diálogo.

Patriarcado russo

O Patriarcado russo também reagiu à entrevista de Francisco em uma declaração criticando as observações feitas pelo Santo Padre sobre a video-chamada entre o Pontífice e Kirill em 16 de março, falando que o tom estava “errado”. Mas, para além dos tons, permanece o desejo de fazer todo o possível para reconstruir os equilíbrios internacionais danificados pela guerra.

“O mundo precisa de paz, respirar paz é saudável”, repetiu Francisco há alguns dias, para que a força da fraternidade possa prevalecer no final.

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