Homilia

Papa Francisco: a misericórdia é o estilo do cristão

Na homilia desta manhã, o Pontífice recordou que os cristãos não seguem “o espírito do mundo”, mas vivem “a loucura da cruz”

Da Redação, com Vatican News

Papa Francisco durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

“Ser cristão não é fácil”, mas faz “feliz”: o caminho que o Pai Celeste indica é o da “misericórdia” e da “paz interior”. Na Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta quinta-feira, 13, o Papa Francisco fala novamente sobre os traços distintivos do “estilo cristão”, a partir do Evangelho de Lucas proposto pela liturgia do dia (Lc 6,27-38). 

O Senhor, frisa o Papa, sempre indica como deve ser “a vida de um discípulo”, por exemplo, por meio das bem-aventuranças ou das obras de misericórdia. De maneira particular, a liturgia do dia se concentra em quatro detalhes para viver a vida cristã: “amar seus inimigos, fazer o bem àqueles que vos odeiam, abençoar aqueles que vos  amaldiçoam, rezar por aqueles que vos tratam mal” .

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Em sua homilia, o Papa observa que os cristãos nunca devem entrar “nos mexericos” ou “na lógica dos insultos”, o que gera apenas “guerra”, mas encontrar sempre o tempo de “rezar pelas pessoas incômodas”. 

“Este é o estilo cristão, este é o modo de vida cristão. Mas se eu não fizer essas quatro coisas? Amar os inimigos, fazer o bem àqueles que me odeiam, abençoar aqueles que me amaldiçoam e rezar por aqueles que me tratam mal, não sou cristão? Sim, você é um cristão porque recebeu o Batismo, mas não vive como um cristão. Vive  como um pagão, com o espírito do mundanismo”.

A loucura da Cruz Francisco explicou ainda que é mais fácil “falar mal dos inimigos ou daqueles que são de um partido diferente”, mas a lógica cristã vai contracorrente e segue a “loucura da Cruz”. O fim último – acrescenta o Papa Francisco – “é chegar a comportar-nos como filhos de nosso Pai”. 

“Somente os misericordiosos se assemelham a Deus Pai. “Seja misericordioso, como vosso pai é misericordioso”. Este é o caminho, o caminho que vai contra o espírito do mundo, que pensa o contrário, que não acusa os outros. Porque entre nós existe o grande acusador, aquele que sempre vai nos acusar diante de Deus, para nos destruir. Satanás: ele é o grande acusador. E quando eu entro nesta lógica de acusar, amaldiçoar, procurar fazer mal ao outro,  entro na lógica do grande acusador que é destruidor. Que não conhece a palavra “misericórdia”, não conhece, nunca a viveu”.

A misericórdia do cristão A vida, portanto, concluiu o Santo Padre, oscila entre estes dois convites: o do Pai e aquele do “grande acusador”, “que nos impele a acusar os outros, para destruí-los”. 

“Mas é ele quem está me destruindo! E você não pode fazer isso ao outro. Você não pode entrar na lógica do acusador. “Mas padre, eu devo acusar”. Sim, acuse a você. Vai fazer bem a você. A única acusação lícita que nós cristãos temos é acusar a nós mesmos. Para os outros, somente a misericórdia, porque somos filhos do Pai que é misericordioso”.

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