Aprender de Maria a alegria da partilha, pede Papa em vigília

Papa Francisco presidiu vigília no Vaticano no contexto do Jubileu Mariano

Rádio Vaticano

Papa reza em vigília mariana no Vaticano / Foto: Reprodução CTV

Papa reza em vigília mariana no Vaticano / Foto: Reprodução CTV

Na tarde deste sábado, 8, milhares de fiéis participaram na Praça São Pedro de uma vigília com a presença do Papa Francisco, no contexto do Jubileu Mariano.

Cerca de 100 delegações marianas de 45 comunidades italianas e de mais de 50 santuários marianos de todo o mundo, representando ao menos 40 nações, estão em Roma desde sexta-feira, 7, e domingo, 9, encerrarão o Jubileu participando da missa com o Papa.

Durante a tarde, delegações de vários países europeus, asiáticos e americanos, como Argentina, Brasil e Venezuela fizeram uma procissão nas redondezas e se reuniram na Praça para participar do momento de oração.

A oração do Terço e seu significado

Na vigília, foram repassados os momentos fundamentais da vida de Jesus em companhia de Maria: a Ressurreição como sinal do extremo amor do Pai, que de novo traz tudo à vida; a Ascensão como partilha da glória do Pai, o Pentecostes, expressão da missão da Igreja na história até ao fim dos tempos; e nos dois últimos mistérios, foi contemplada a Virgem Maria na glória do Céu – Ela que, desde os primeiros séculos, foi invocada como Mãe da Misericórdia.

Em sua homilia, o Papa explicou que os mistérios propostos na oração do Rosário são gestos concretos em que se desenvolve a ação de Deus favor do homem, indo ao seu encontro nas várias necessidades da vida. Maria acompanha neste caminho.

Sobre a importância de rezar a oração do Terço, Francisco disse que “acolhendo e assimilando dentro de nós alguns acontecimentos salientes da vida de Jesus, participamos na sua obra de evangelização”.

A alegria da partilha sendo missionários

“Somos discípulos, mas também missionários; não podemos encerrar o dom de sua presença dentro de nós. Pelo contrário, somos chamados a comunicar a todos o seu amor, a sua ternura, a sua bondade, a sua misericórdia. É a alegria da partilha”.

Francisco explicou que quem dá essa possibilidade de compreender o que significa ser discípulos de Cristo é Maria. O seu primeiro passo foi pôr-se à escuta de Deus, mas ouvir não basta. A escuta precisa ser traduzida em ação concreta. “O discípulo põe a sua vida ao serviço do Evangelho”, completou o Papa.

“Na sua fé, vemos como abrir a porta do nosso coração para obedecer a Deus; na sua abnegação, descobrimos quão atentos devemos estar às necessidades dos outros; nas suas lágrimas, encontramos a força para consolar aqueles que estão mergulhados na tribulação”.

Invocação final a Maria

Concluindo a homilia, o Papa pediu aos fiéis que a invocassem com a oração mais antiga que os cristãos fizeram para se dirigir a Ela, sobretudo nos momentos de dificuldade e martírio. “Com a certeza de sermos socorridos pela sua materna misericórdia, para que Ela, «gloriosa e bendita», nos possa servir de proteção, ajuda e bênção durante todos os dias da nossa vida:

“À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”.

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