Terceiro dia

Em coletiva, bispos falam sobre trabalho missionário e bispos eméritos

Na terceira coletiva da 56ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos comentaram o trabalho da Igreja missionária e a situação dos religiosos mais antigos

Thiago Coutinho, enviado especial a Aparecida (SP)

Bispos durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira, 13 / Foto: Thiago Coutinho – CN

Foi realizada na tarde desta sexta-feira, 13, a terceira coletiva da 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A mesa de debates foi composta por Dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó, Cardeal Raymundo Damasceno, que é arcebispo emérito de Aparecida (SP), Dom Luiz Soares de Vieira, também arcebispo emérito, mas de Manaus (AM), e dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão Episcopal Pastoril para a Comunicação.

A atuação dos bispos eméritos foi o tema de abertura desta coletiva. Dom Luiz Soares de Vieira explicou que há uma preocupação da Igreja para com os religiosos que após os 75 anos deixam o cargo, não têm mais que atuar diariamente junto às atividades religiosas. E, como todo idoso, precisam de suporte nesta fase que exige mais cuidados com a saúde. Atualmente, a CNBB conta com 160 bispos eméritos ― número que pode subir nos próximos anos.

“A situação do idoso na sociedade brasileira é precária. As famílias procuram colocar seus idosos em asilos, casas de repouso ou fazem um cômodo no fundo da casa. E a Igreja não pode entrar nisso e tem de cuidar dos seus idosos”, afirmou Dom Luiz.

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.: Cobertura da 56ª Assembleia Geral da CNBB

Os estatutos que regem a CNBB também foram tema de debate. O Cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo emérito de Aparecida (SP), preside a comissão que está discutindo uma atualização dessas regras do órgão. “Não é propriamente uma reforma porque não é tão profunda assim, mas uma revisão dos atuais estatutos, procurando adaptá-lo às novas exigências que se fazem necessárias”, explicou Dom Raymundo.

Esta reformulação, de acordo com arcebispo emérito, serão atualizados em três pontos: reforçar o Concílio Permanente, valorizar mais o Conselho Episcopal Pastoral e, por fim, aumentar os integrantes da presidência da CNBB. “A presidência tem apenas três membros: o presidente, o vice e o secretário-geral. Uma conferência tão grande como esta precisa de uma presidência ainda mais representativa”, disse Dom Raymundo.

Por fim, Dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó (SC), falou sobre o trabalho missionários desenvolvido pela Igreja e de sua importância para a divulgação do Evangelho. O bispo é um dos responsáveis pelo projeto Igrejas Irmãs, que visa oferecer suporte para as igrejas de todo o Brasil ― sobretudo daquelas mais distantes, como a Amazônia.

“Diante desta realidade de necessidades das dioceses irmãs surgiu este projeto, que teve início em 1972”, detalhou Dom Odelir. “Na época o projeto contava com a participação de 40 dioceses, que se focava mais na ajuda às dioceses da Amazônia e do Nordeste. Depois de 15 anos, já tínhamos 60 dioceses ajudando e que atendiam mais de 100 dioceses atendidas”, finalizou.

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