Proteção aos refugiados

Vigília no Vaticano lembra mortes de imigrantes no Mediterrâneo

A Santa Sé une-se nesta quinta-feira, 16, a uma vigília em memória das 17.597 pessoas que morreram “ao largo das fronteiras” da Europa desde 1990, dados avançados pela agência Fides. A celebração vai decorrer em Roma, tendo como tema "Morrer de esperança", sob a presidência do Arcebispo Antonio Maria Vegliò, responsável pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

Segundo a Fides, quase dois mil imigrantes africanos morreram nos primeiros cinco meses de 2011, ao tentarem atravessar em precárias embarcações o Mar Mediterrâneo em direção à Europa. Das 1820 vítimas referenciadas, 1633 perderam a vida quando se dirigiam para Itália.

A agência eclesial de notícias para o mundo missionário aponta a Tunísia e a Líbia como principais países de origem dos fluxos migratórios de imigrantes entre Janeiro e Maio. Os responsáveis da Fides admitem, no entanto que o balanço é provavelmente “mais trágico”, referindo-se a casos de embarcações que naufragaram sem que tenha existido qualquer registo do fato.

Em causa estão as mudanças “geopolíticas” nos países do norte de África e, em particular, o conflito na Líbia que terão levado “muitas pessoas a empreender a perigosa travessia marítima”. “Diante destes dados, não é já possível permanecer em silêncio: são homens, mulheres e crianças em fuga de situações de conflito, de graves violações dos direitos humanos e de perseguições”, alerta a Fides.

A vigília ecumênica desta quinta-feira tem como pano de fundo o Dia Mundial do Refugiado 2011, que se celebra este mês, organizada pela comunidade católica de Santo Egídio e pela Caritas italiana.

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