Agricultura

ONU alerta para ameaça de crise alimentar em 2011

O ano de 2011 será de crise no setor da agricultura, caso se confirmem as previsões da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

"Nos principais países produtores de cereais, a superfície cultivável está praticamente exaurida", afirma o economista da Organização, Abdolreza Abassian, alertando para a gravidade da situação alimentar do planeta.

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Nesta quarta-feira, 17, a Organização publicou o relatório semestral "Food Outlook", no qual se explica que o aumento dos preços da maior parte dos produtos agrícolas de base, nos últimos seis meses, pode ser atribuído fundamentalmente a fenômenos climáticos. Entre estes, a grande seca na Rússia, que para suprir a demanda interna limitou, até junho de 2011, a exportação de grãos. Na conta também as inundações no Paquistão e as fortes chuvas no norte da Europa.

De acordo com o vice-diretor da FAO, Hafez Ghanem, "depois das crises de 2008 e 2009, houve uma reação rápida com o aumento de produção". "Por enquanto – explicou –, não estamos em crise alimentar, mas esta poderá vir caso não intervenhamos".

Segundo dados do relatório, os preços de alimentos atingiram a maior alta em dois anos e, ao que tudo indica, o aumento deverá continuar em 2011. A Organização da ONU afirma que o mundo deve se preparar para um cenário de alta de preços de alimentos e inflação, que já afeta de forma negativa a balança comercial de cerca de 70 países. As primeiras projeções são de que os alimentos devem ficar até 20% mais caros em 2011 diante de safras abaixo do esperado e da especulação com as commodities.

A projeção é a mais preocupante já feita pela FAO desde 2007, quando a alta nos preços de alimentos desestabilizou governos e provocou protestos da população em 25 países.

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