Busca:
Notícias: Bento XVI - Brasil - Mundo - Arquivo | Multimedia: Vídeos - Áudios | Interatividade: Fale Conosco - Editorial
Brasil,
Home / Bento XVI
Altera letra  
Segunda-feira, 16 de novembro de 2009, 10h51

Não é mais possível aceitar desperdício, diz Papa


Da Redação, com Rádio Vaticano


AP Photo
Bento XVI ao chegar à Cúpula Mundial sobre Segurança Mundial, onde foi recebido pelo diretor geral da FAO, Jacques Diouf.
"A fome é o sinal mais cruel e concreto da pobreza. Não é possível continuar a aceitar opulência e desperdício". Estas foram algumas das palavras do Papa Bento XVI na abertura da Cúpula Mundial sobre Segurança Mundial, na sede do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), na manhã desta segunda-feira, 16, em Roma.

Ao saudar os participantes, o Papa renovou sua estima pela ação da FAO, como assim demonstraram também os papas Paulo VI e João Paulo II. Bento XVI recordou que a comunidade internacional está enfrentando nesses anos uma grave crise econômica e financeira. "As estatísticas testemunham o dramático crescimento do número de quem sofre a fome", alertou o Santo Padre, ao destacar que a produção mundial de alimentos é capaz de abastecer todas as nações, o que pode indicar a ausência de uma relação de causa e efeito entre o crescimento da população e a fome.

Para o Papa, a convocação desta Cúpula demonstra a fraqueza dos atuais mecanismos de segurança alimentar e a necessidade de repensá-los. O Santo Padre alerta para um nível de desenvolvimento desigual entre as nações, acentuando a oposição entre pobreza e riqueza. "Não se trata somente de modelos de desenvolvimento, mas também da perpepção que a sociedade tem do problema, correndo o risco que a fome possa ser considerada como estrutural, parte integrante da realidade sociopolítica dos países mais fracos, objeto de resignação e de indiferença", afirmou.

"Não é assim e não deve ser assim", enfatizou o Pontífice, afirmando que para combater e vencer a fome é essencial começar a redefinir os conceitos e os princípios até aqui aplicados nas relações internacionais.

Ao falar da relação entre solidariedade e justiça, o Papa recordou que a solidariedade deve acontecer em um ambiente de justiça, ou seja, respeitar o que cabe ao outro em razão do seu ser e do seu agir.

O Pontífice destacou ainda que é necessário um desenvolvimento agrícola que respeite as necessidades e expectativas das comunidades locais, em um contexto econômico e financeiro mundial inspirado na lógica do desenvolvimento e não do lucro como valor absoluto. Voltou ainda a defender o direito à água como um dos direitos humanos fundamentais. O Papa falou também da relação entre desenvolvimento e meio ambiente e recordou que o desejo de possuir e usar de maneira excessiva e desordenada os recursos do planeta é a primeira causa de toda degradação da natureza.

Por fim, Bento XVI ressaltou os esforços da Igreja Católica no combate à fome: "Não se trata de interferir nas escolhas políticas, mas de trabalhar com a palavra e com as obras, em uma ação solidária que todos os membros da comunidade internacional são chamados a empreender".

"Reconhecer o valor transcendente de cada homem e de cada mulher permanece o primeiro passo para favorecer aquela conversão do coração que pode amparar o empenho para eliminar a miséria, a fome e a pobreza em todas as suas formas", finalizou Bento XVI.

Siga o Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticias
Conteúdo acessível também pelo iPhone - iphone.cancaonova.com  

Tags: Bento XVI FAO fome alimentação ONU direiros humanos noticias cancaonova Canção Nova

      Enviar para um amigo Enviar por E-mail    Imprimir Imprimir    Assinar mensagem Assinar RSS    Delicious Delicious    
Conteúdo relacionado
Ferramentas
Canção Nova, Fundação João Paulo II. Proibida publicação, ou mesmo transmissão por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.